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Dólar sobe com tensões EUA Irã e mexe nos portos hoje

Redação
15/01/2026 às 07:31
Dólar sobe com tensões EUA Irã e mexe nos portos hoje

Câmbio mais firme altera prêmio e trava decisão de venda do produtor.

O dólar voltou a ganhar força no mercado internacional em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, trazendo impacto direto na formação de preços nos portos brasileiros. Mesmo com o câmbio mais firme, os valores da soja seguem pressionados, refletindo a combinação de Chicago em queda e uma postura defensiva dos compradores.

Câmbio mais forte não segura queda da soja

Nos portos, os preços continuam recuando apesar do movimento do dólar. Segundo o CEPEA/ESALQ, a soja no Porto de Paranaguá (PR) foi negociada a R$ 130,90/saca (60 kg) em 15/01/2026, com baixa de 0,12% frente ao dia 13/01. No dia anterior, a referência já havia registrado R$ 130,59/saca, queda de 0,24%.

No interior do Paraná, a pressão também permanece. O indicador CEPEA/ESALQ apontou R$ 124,44/saca, recuo de 0,40% na mesma data. A leitura do mercado é clara: o dólar mais alto ajuda na paridade, mas não é suficiente para compensar a fraqueza externa.

Chicago recua e limita repasse cambial

Na Bolsa de Chicago, o contrato março/26 fechou a US$ 10,49/bushel em 12/01/2026, acumulando queda de 1,27%. Esse movimento tem sido determinante para limitar qualquer tentativa de recuperação dos preços no Brasil, mesmo em um ambiente de maior incerteza geopolítica.

A paridade calculada pelo CEPEA para Paranaguá ficou em US$ 24,19 em 14/01/2026, reforçando que o ajuste negativo vem mais do lado externo do que do câmbio doméstico. Sem dados oficiais recentes da B3 ou do USDA que quantifiquem o efeito direto das tensões EUA-Irã sobre a soja, o mercado segue operando com cautela.

Pressão vendedora cresce no Centro-Oeste

No Mato Grosso, os indicadores do IMEA mostram retração consistente. A paridade de exportação para março/26 caiu para R$ 99,45/saca, baixa de 0,93%. Em Água Boa, o preço ficou em R$ 102,95/saca (-0,90%), enquanto em Alto Araguaia atingiu R$ 108,02/saca, queda de 0,86%.

Com uma parcela menor da safra já comercializada em relação a 2025, a pressão vendedora tende a aumentar nas próximas semanas. O alerta ao produtor é claro: mesmo com dólar mais firme, o risco de novas quedas permanece se Chicago não reagir.

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