Câmbio mais firme altera prêmio e trava decisão de venda do produtor.
O dólar voltou a ganhar força no mercado internacional em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, trazendo impacto direto na formação de preços nos portos brasileiros. Mesmo com o câmbio mais firme, os valores da soja seguem pressionados, refletindo a combinação de Chicago em queda e uma postura defensiva dos compradores.
Câmbio mais forte não segura queda da soja
Nos portos, os preços continuam recuando apesar do movimento do dólar. Segundo o CEPEA/ESALQ, a soja no Porto de Paranaguá (PR) foi negociada a R$ 130,90/saca (60 kg) em 15/01/2026, com baixa de 0,12% frente ao dia 13/01. No dia anterior, a referência já havia registrado R$ 130,59/saca, queda de 0,24%.
No interior do Paraná, a pressão também permanece. O indicador CEPEA/ESALQ apontou R$ 124,44/saca, recuo de 0,40% na mesma data. A leitura do mercado é clara: o dólar mais alto ajuda na paridade, mas não é suficiente para compensar a fraqueza externa.
Chicago recua e limita repasse cambial
Na Bolsa de Chicago, o contrato março/26 fechou a US$ 10,49/bushel em 12/01/2026, acumulando queda de 1,27%. Esse movimento tem sido determinante para limitar qualquer tentativa de recuperação dos preços no Brasil, mesmo em um ambiente de maior incerteza geopolítica.
A paridade calculada pelo CEPEA para Paranaguá ficou em US$ 24,19 em 14/01/2026, reforçando que o ajuste negativo vem mais do lado externo do que do câmbio doméstico. Sem dados oficiais recentes da B3 ou do USDA que quantifiquem o efeito direto das tensões EUA-Irã sobre a soja, o mercado segue operando com cautela.




