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Trigo fica estável no PR e sobe levemente no RS hoje

Redação
15/01/2026 às 09:34
Trigo fica estável no PR e sobe levemente no RS hoje

Mercado travado no Sul mantém preços sob pressão ao produtor.

O mercado de trigo opera sem força nesta quarta-feira, com estabilidade no Paraná e leve valorização no Rio Grande do Sul. A referência do CEPEA/ESALQ indica um cenário de baixa liquidez, moinhos cautelosos e negócios pontuais no mercado físico, típico do início de ano.

Paraná mantém preços sem reação

No Paraná, o trigo foi negociado a R$ 1.178,26 por tonelada em 14/01/2026, sem variação diária, segundo o CEPEA/ESALQ. No atacado, a média estadual ficou em R$ 62,99 por saca de 60 kg, conforme dados do DERAL/SEAB.

Levantamentos regionais confirmam o cenário travado. Em Ubiratã, o cereal permaneceu em R$ 64,00/sc, enquanto Marechal Cândido Rondon registrou R$ 63,00/sc, ambos sem variação. A oferta ainda encontra compradores seletivos, com moinhos focados em repor estoques mínimos e evitando alongar posições.

Rio Grande do Sul registra leve valorização

No Rio Grande do Sul, o indicador CEPEA mostrou leve alta de +0,05%, com o trigo cotado a R$ 1.054,59 por tonelada em 14/01/2026, o equivalente a aproximadamente R$ 63,28/sc. Em dólar, a referência ficou em US$ 195,33/t, refletindo a conversão do indicador.

Apesar do ajuste positivo, o mercado gaúcho segue pressionado. Em praças como Não-Me-Toque, os negócios recentes ocorreram ao redor de R$ 55,00/sc, sem alteração diária. A colheita avançada e a necessidade de caixa de alguns produtores limitam tentativas de recuperação mais consistente.

Liquidez baixa e alerta ao produtor

O ambiente segue marcado por baixa liquidez no físico, com compradores cautelosos e importações elevadas pressionando o trigo nacional. Os preços atuais permanecem abaixo do mínimo garantido, fixado em R$ 78,51/sc, segundo parâmetros da CONAB divulgados em novembro de 2025.

Para o produtor, a recomendação é acompanhar de perto os indicadores do CEPEA para balizar negociações, avaliar custos logísticos e monitorar possíveis intervenções federais via CONAB. Em um mercado ainda ofertado e com demanda defensiva, a estratégia comercial exige cautela e foco na margem.

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