Demanda externa segura prêmios enquanto preço interno segue pressionado.
A soja americana mantém suporte nas cotações internacionais neste início de janeiro, mesmo diante de preços brasileiros mais competitivos no mercado externo. O fator central é a demanda chinesa, que continua ativa nas origens dos Estados Unidos, equilibrando o impacto da ampla oferta sul-americana e do avanço da colheita no Brasil.
Demanda chinesa dá suporte às cotações
Segundo o resumo_técnico, a China segue como principal vetor de sustentação das cotações em Chicago, mesmo sem novos dados oficiais divulgados nesta semana. A preferência por contratos americanos, em momentos pontuais, limita movimentos mais agressivos de queda, ainda que o Brasil ofereça soja a preços mais baixos na paridade de exportação.
No mercado brasileiro, os preços internos continuam pressionados. O Indicador Soja CEPEA/ESALQ Paraná registrou R$ 133,85/saca em 09/01/2026, com queda diária de 0,56%, recuando para R$ 130,90/saca em 13/01/2026. No acumulado parcial de janeiro, a baixa já chega a 7,17%, refletindo oferta crescente e cautela do comprador.
Brasil competitivo no porto, mas spot segue travado
Apesar da pressão no mercado físico, os prêmios de exportação seguem relativamente firmes. Em Paranaguá, o Indicador CEPEA/ESALQ marcou R$ 142,14/saca em 02/01/2026, alta de 0,80% em relação a dezembro de 2025. Ainda assim, o ritmo de negócios no spot é lento, com produtores evitando vendas diante de margens apertadas.
No Mato Grosso, os preços seguem abaixo da média nacional. Dados do IMEA indicam R$ 115,00/saca em Rondonópolis, R$ 113,90/saca em Alto Araguaia, R$ 112,70/saca em Campo Verde e apenas R$ 103,90/saca em Sorriso, todos em 09/01/2026. Já a paridade de exportação para março de 2026 varia entre R$ 95,60 e R$ 102,80/saca em diferentes praças, com quedas diárias próximas de 0,35%.




