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Farelo e óleo de soja sobem com grão em Chicago nesta semana

Redação
15/01/2026 às 09:04
Farelo e óleo de soja sobem com grão em Chicago nesta semana

Alta em Chicago melhora perspectiva de receita e exige atenção na fixação.

Farelo e óleo de soja acompanharam a valorização do grão na Bolsa de Chicago ao longo desta semana, sustentados principalmente pela demanda internacional e por movimentos técnicos nos contratos mais próximos.

Demanda externa sustenta complexo soja

Na CBOT, o contrato da soja JAN/26 encerrou o pregão de 14/01 cotado a US$ 10,33/bushel, com leve alta diária de 0,07%. O movimento foi sustentado por novas compras chinesas, que já superam 10 milhões de toneladas no acumulado da temporada, conforme registros do USDA.

O contrato MAR/26 apresentou maior volatilidade, chegando a recuar 1,27% no acumulado, mas encontrou suporte na quarta-feira (14/01), oscilando entre US$ 10,44 e US$ 10,58/bushel. Esse suporte também se refletiu nos subprodutos, com avanço simultâneo do farelo e do óleo de soja no mesmo pregão.

Farelo e óleo reagem a vendas para a China

O destaque do dia 14/01 foi a confirmação de uma venda superior a 300 mil toneladas de soja norte-americana para a China, o que impulsionou compras técnicas em todo o complexo. O óleo de soja reagiu de forma mais consistente, refletindo expectativas de demanda firme e ajustes de posições por parte dos fundos.

O farelo seguiu a mesma trajetória, acompanhando a alta do grão e encontrando suporte adicional na percepção de oferta mais ajustada no curto prazo. No mercado spot, a soja foi negociada a US$ 1.042,53/bushel, com avanço diário de 0,36%.

Câmbio favorece exportações brasileiras

No Brasil, o câmbio atuou como fator adicional de sustentação. O dólar foi cotado a R$ 5,39 às 15h20 (BRT) de 14/01, com alta de 0,3%, melhorando a paridade de exportação para o produtor brasileiro, mesmo com a soja nacional ofertada cerca de 90 cents/bushel abaixo da origem norte-americana para a Ásia.

Sem atualizações recentes de safra por parte de USDA, Conab ou institutos nacionais, o mercado segue altamente sensível a dados de demanda e ao próximo relatório WASDE de janeiro. Para o produtor, o momento exige atenção redobrada à B3 e às oportunidades de fixação, especialmente diante da volatilidade nos subprodutos.

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