Diferença de até 37% entre praças muda a conta do produtor na venda.
Os preços da soja no Brasil exibem forte dispersão regional neste início de 2026, com diferenças que chegam a 37% entre praças. O movimento reflete a paridade de exportação, o custo logístico até os portos e as referências externas de Chicago e do câmbio, pressionando a margem do produtor, sobretudo no Centro-Oeste.
Porto sustenta prêmio e amplia o spread
No litoral, a soja mantém preços mais elevados por concentrar a demanda exportadora. Em Paranaguá (PR), a referência CEPEA/ESALQ registrou R$ 142,14/sc em 02/01/2026, enquanto a média física nacional ficou em R$ 128,99/sc em 09/01/2026. No Paraná, o indicador recuou para R$ 133,85/sc em 09/01 e R$ 130,90/sc em 13/01, mostrando ajuste pontual, mas ainda acima de muitas praças do interior.
Esse prêmio portuário, que varia de 10% a 37% quando comparado ao interior do Mato Grosso, decorre do custo e da eficiência do escoamento. O frete rodoviário segue decisivo na formação do preço líquido recebido pelo produtor.
Interior de MT opera perto da paridade
No Mato Grosso, os valores refletem a paridade de exportação calculada pelo IMEA. Em 12/01/2026, Rondonópolis marcou R$ 114,00/sc, enquanto Canarana ficou em R$ 103,90/sc. Outras praças oscilaram entre R$ 100,57/sc (Nova Mutum) e R$ 105,67/sc (Primavera do Leste).
Para março de 2026, a paridade de exportação no estado varia de R$ 98,21/sc a R$ 108,02/sc, limitada pelas cotações em Chicago e pelo dólar. O contrato março/26 em Chicago operou próximo de US$ 1.045,25/bushel, após leve alta no início do mês.




