Queda no Paraná aperta caixa do produtor enquanto Bolsa tenta reação.
O mercado de soja inicia esta quarta-feira com sinais mistos para o produtor. No Brasil, os preços do físico seguem pressionados, especialmente no Paraná, enquanto os futuros em Chicago ensaiam uma recuperação parcial após as perdas acumuladas dos últimos dias. A combinação mantém o ritmo de negócios lento e reforça a cautela nas vendas.
Preços no físico seguem em queda no Paraná
Os indicadores do CEPEA/ESALQ confirmam a tendência baixista no mercado spot. No Paraná, a soja foi cotada a R$ 124,44 por saca de 60 kg em 14/01/2026, com recuo diário de -0,40% e perda acumulada de -8,23% no mês. Em dólares, o valor equivale a US$ 23,05, refletindo um câmbio implícito próximo de R$ 5,40.
No porto de Paranaguá, referência para exportação, o indicador CEPEA apontou R$ 130,59 por saca, baixa diária de -0,24% e retração mensal de -7,39%, com valor de US$ 24,19. A sequência recente mostra perdas consecutivas, incluindo quedas de 1,45% no dia 12/01 e 1,71% em 13/01, sinalizando oferta mais presente e dificuldade de sustentação dos preços no físico.
Chicago reage, mas não muda cenário imediato
Enquanto o mercado interno recua, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago apresentaram recuperação parcial das perdas recentes. O movimento técnico ameniza o pessimismo externo, mas ainda não foi suficiente para reverter a pressão observada nos preços brasileiros. A reação ocorre após sessões negativas, em um ambiente de ajustes de posição e busca por níveis de suporte.
Apesar do alívio em Chicago, o repasse para o mercado físico nacional permanece limitado. O dólar relativamente estável, em torno de R$ 5,40, não oferece impulso adicional às cotações internas, mantendo a competitividade da exportação sob observação, especialmente via Paranaguá.




