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Soja recua no físico hoje e Chicago recupera perdas

Redação
15/01/2026 às 07:00
Soja recua no físico hoje e Chicago recupera perdas

Queda no Paraná aperta caixa do produtor enquanto Bolsa tenta reação.

O mercado de soja inicia esta quarta-feira com sinais mistos para o produtor. No Brasil, os preços do físico seguem pressionados, especialmente no Paraná, enquanto os futuros em Chicago ensaiam uma recuperação parcial após as perdas acumuladas dos últimos dias. A combinação mantém o ritmo de negócios lento e reforça a cautela nas vendas.

Preços no físico seguem em queda no Paraná

Os indicadores do CEPEA/ESALQ confirmam a tendência baixista no mercado spot. No Paraná, a soja foi cotada a R$ 124,44 por saca de 60 kg em 14/01/2026, com recuo diário de -0,40% e perda acumulada de -8,23% no mês. Em dólares, o valor equivale a US$ 23,05, refletindo um câmbio implícito próximo de R$ 5,40.

No porto de Paranaguá, referência para exportação, o indicador CEPEA apontou R$ 130,59 por saca, baixa diária de -0,24% e retração mensal de -7,39%, com valor de US$ 24,19. A sequência recente mostra perdas consecutivas, incluindo quedas de 1,45% no dia 12/01 e 1,71% em 13/01, sinalizando oferta mais presente e dificuldade de sustentação dos preços no físico.

Chicago reage, mas não muda cenário imediato

Enquanto o mercado interno recua, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago apresentaram recuperação parcial das perdas recentes. O movimento técnico ameniza o pessimismo externo, mas ainda não foi suficiente para reverter a pressão observada nos preços brasileiros. A reação ocorre após sessões negativas, em um ambiente de ajustes de posição e busca por níveis de suporte.

Apesar do alívio em Chicago, o repasse para o mercado físico nacional permanece limitado. O dólar relativamente estável, em torno de R$ 5,40, não oferece impulso adicional às cotações internas, mantendo a competitividade da exportação sob observação, especialmente via Paranaguá.

Atenção ao câmbio e ao ritmo das exportações

Sem novas atualizações oficiais sobre a safra 2025/26 por parte de órgãos como CONAB ou USDA, o mercado trabalha basicamente com preços spot e sinais externos. Para o produtor, o momento exige atenção redobrada ao comportamento do câmbio e à demanda de exportação, que podem definir janelas mais favoráveis de comercialização.

A pressão baixista no físico brasileiro contrasta com a tentativa de recuperação em Chicago, criando um cenário de incerteza no curto prazo. Estratégias de venda escalonada e monitoramento diário dos indicadores seguem sendo ferramentas essenciais para preservar margem.

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