Preço recua no interior enquanto cenário político mexe com o apetite ao risco.
A soja voltou a cair no mercado físico brasileiro nesta terça-feira, pressionada por preços mais fracos no interior e por uma paridade de exportação menos competitiva. Mesmo com o ambiente financeiro mais animado após pesquisa eleitoral reforçar a liderança de Lula e sustentar o otimismo na bolsa, o reflexo para o produtor segue limitado no curto prazo.
No Paraná, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou em R$ 124,94 por saca de 60 kg em 13/01, com baixa diária de -1,71%, sinalizando cautela nas negociações e retração da demanda imediata.
Preços cedem no MT com avanço inicial da colheita
Em Mato Grosso, os dados do IMEA mostram quedas generalizadas no mercado disponível, em linha com o início da colheita da safra 2025/26, que já alcança 1,98% da área. Em Alto Araguaia, a saca recuou para R$ 110,00 (-2,14%), enquanto Campo Verde registrou R$ 108,80 (-2,33%).
Outras praças importantes também sentiram o movimento: Sorriso operou a R$ 104,00 (-0,76%), Lucas do Rio Verde a R$ 104,50 (-0,76%) e Rondonópolis a R$ 111,00 (-2,20%). O quadro reflete oferta crescente e compradores mais seletivos neste início de colheita.
Paridade de exportação limita reação do mercado
A paridade de exportação para março de 2026 segue como fator de pressão. Em Mato Grosso, o valor de referência está em R$ 99,45 por saca (-0,93%). Em Água Boa, a paridade é de R$ 102,95 (-0,90%) e, em Alto Araguaia, R$ 108,02 (-0,86%). Esses níveis reduzem o espaço para reação dos preços no mercado interno.




