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SIAL Shanghai 2026 movimenta US$ 14 bilhões e coloca agro brasileiro no centro dos negócios globais na Ásia

Redação
27/05/2026 às 13:49
SIAL Shanghai 2026 pavilhão do agronegócio brasileiro na China

A maior feira de alimentos e bebidas da Ásia encerrou a edição de 2026 com números recordes e o Brasil saiu como um dos grandes protagonistas do evento, com US$ 1,7 bilhão em prospecções apenas no setor de carne bovina

Presenca brasileira na SIAL Shanghai 2026 em numeros

IndicadorValor
Expositores totaisMais de 5 mil de 75 paises
Visitantes estimadosCerca de 180 mil
Negocios gerados pelo BrasilUS$ 14 bilhoes
Empresas brasileiras participantesDezenas, com apoio da Abiec e ApexBrasil
Segmentos de destaqueCarnes, graos, cafe, sucos, etanol
Comparativo 10 anos (Brasil x Suriname)Crescimento de 106% no comercio bilateral
Fonte: organizacao do evento e dados oficiais do governo brasileiro

Realizada entre os dias 19 e 21 de maio em Xangai, a SIAL Shanghai 2026 reuniu mais de 5 mil expositores de 75 países e regiões, atraindo cerca de 180 mil profissionais do setor de alimentos e bebidas. Com uma área superior a 200 mil metros quadrados, a feira consolidou sua posição como o maior palco de negócios do segmento na Ásia e um dos mais importantes do mundo.

O Brasil marcou presença de peso na edição deste ano. Dados da organização do evento indicam que as negociações realizadas durante os três dias de feira ultrapassaram US$ 14 bilhões em negócios previstos, com o agronegócio brasileiro ocupando posição de destaque entre os participantes internacionais.

A participação nacional foi liderada pelo setor de proteína animal, que montou o maior pavilhão da história do Brasil na feira. Foram 29 empresas brasileiras expositoras no espaço do Brazilian Beef, projeto da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Carne bovina lidera com US$ 1,7 bilhão em prospecções

Os números da missão brasileira à China impressionam. Somente no segmento de carne bovina, os frigoríficos nacionais encerraram a participação na SIAL Shanghai com US$ 157 milhões em negócios imediatos e US$ 1,7 bilhão em prospecção de vendas para os próximos 12 meses.

O resultado veio acompanhado de uma agenda intensa que passou por Pequim, Chongqing e Xangai. Durante a passagem pela capital chinesa, a ABIEC assinou um memorando de entendimento com a China Meat Association (CMA) para harmonizar a nomenclatura dos cortes bovinos exportados para o país asiático.

O acordo busca padronizar os nomes comerciais utilizados nos embarques brasileiros, reduzindo divergências operacionais e aumentando a segurança nas negociações entre os dois países. A medida é considerada um avanço importante para a fluidez do comércio bilateral.

Carne bovina brasileira em destaque na SIAL Shanghai 2026 na China
Pavilhão do Brazilian Beef na SIAL Shanghai 2026 teve participação recorde de 29 empresas expositoras

Roadshow em Chongqing abre novas fronteiras no interior da China

Além da participação na feira em Xangai, a comitiva brasileira promoveu mais uma edição do roadshow internacional The Beef and Road Bridging the Brazil-China Beef Routes em Chongqing, cidade com cerca de 32 milhões de habitantes e mais de 50 mil estabelecimentos especializados em hot pot, prato tradicional chinês que consome carne bovina em grande escala.

O evento reuniu mais de 50 importadores chineses, autoridades locais e representantes de frigoríficos brasileiros. As rodadas de negócios realizadas em Chongqing geraram US$ 22 milhões em negócios imediatos e US$ 538,1 milhões em prospecções para os próximos 12 meses, segundo a organização.

O presidente da ABIEC, Roberto Perosa, destacou que o interior da China representa uma nova fronteira de crescimento para as exportações brasileiras. O avanço do food service, o aumento do consumo de proteína bovina e a expansão da classe média chinesa fortalecem o potencial do Brazilian Beef fora dos grandes centros tradicionais como Pequim e Xangai.

Brasil consolida protagonismo global na proteína animal

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, com 163 plantas frigoríficas habilitadas para o mercado internacional e 46 empresas associadas à ABIEC. Cerca de 25% da carne bovina produzida no país é negociada com centenas de mercados ao redor do mundo.

A participação recorde na SIAL Shanghai 2026 reforça a estratégia do setor de ampliar a presença no mercado chinês, que já é o maior comprador de carne bovina do Brasil. Os resultados da missão indicam que, mesmo diante de um cenário mais cauteloso em razão da proximidade do limite da cota de importação imposta pelo governo chinês, a demanda pela proteína brasileira segue aquecida.

A combinação entre qualidade sanitária, competitividade de preços e capacidade de escala mantém o Brasil em posição privilegiada na disputa pelo mercado asiático, que continua a crescer em consumo per capita de proteína animal.

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