O ano de 2024 foi marcado por uma economia brasileira aquecida, com reflexos em diversos indicadores, como a taxa Selic, o desemprego e a inflação. No entanto, esse aquecimento também trouxe consigo desafios, em especial para o agronegócio, um dos pilares da economia nacional. E para analisar a atual conjuntura ecônomica no país, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) trouxe informações e insights valiosos para entendermos melhor todo esse cenário.
A conjuntura econômica Brasileira em 2024
O Brasil experimentou um crescimento econômico acima do esperado, com o PIB projetado para fechar em 3,25%, superando a expectativa inicial de 2,2%. Esse aquecimento, contudo, pressionou a inflação, que fechou o ano acima da meta do Banco Central, atingindo 4,87% até novembro. Para controlar a inflação, o Banco Central elevou a taxa Selic, que chegou a 12,25% ao ano. Essa alta nos juros impacta diretamente o crédito, tornando o financiamento mais caro, o que pode afetar investimentos no agronegócio.
O dólar em alta
Outro desafio enfrentado em 2024 foi a alta do dólar, que ultrapassou a marca de R$ 6. Essa valorização da moeda americana foi impulsionada, principalmente, por preocupações com o cenário fiscal brasileiro, em especial após o anúncio de um pacote fiscal que gerou incertezas no mercado. A alta do dólar, embora possa beneficiar as exportações, também aumenta o custo de insumos importados pelo agronegócio.
O agronegócio em destaque
Apesar dos desafios, o agronegócio brasileiro demonstrou sua força, representando quase 22% do PIB nacional. Esse setor, fundamental para a economia do país, impulsiona outras cadeias produtivas, como a indústria e o comércio, e é responsável por 26% dos empregos gerados no Brasil. Em Mato Grosso, estado com forte presença do agronegócio, o setor também impulsionou o crescimento do PIB e a geração de empregos.
Desafios no Comércio Exterior
A balança comercial do agronegócio, tradicionalmente superavitária, enfrentou desafios em 2024, com queda no volume exportado de produtos como soja e milho. Essa queda, atribuída a fatores pontuais relacionados à oferta e demanda global, impactou o desempenho do setor em algumas regiões, como Mato Grosso.




