Na Região Centro-Oeste, devem prevalecer temperaturas médias acima da climatologia do mês, com destaque para o centro-norte do Mato Grosso e na região central do Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas médias podem ficar até 1 °C acima da média climatológica, com valores entre 27 °C e 30 °C.
Para a Região Sudeste, prevalecem temperaturas dentro da média, mas com valores até 0,6 °C acima da média no oeste de São Paulo e oeste de Minas Gerais.
Na Região Sul, a previsão é de temperaturas próximas à média em grande parte do Paraná e Rio Grande do Sul e em todo o estado de Santa Catarina. Porém, no centro-norte do Paraná, próximo à divisa com São Paulo a previsão é de temperaturas ligeiramente acima da média (0,6 °C).

Possíveis impactos nas culturas agrícolas
Na Região Norte, a previsão de chuvas acima da média no centro-sul do Amazonas, Pará, centro-norte de Roraima e leste do Tocantins tende a favorecer a manutenção da umidade do solo e o adequado desenvolvimento das lavouras de verão. No entanto, a elevação das temperaturas, com desvios que podem ser de até 0,6 °C acima da média em áreas do Acre, nordeste do Pará e Tocantins, tende a intensificar a evapotranspiração e aumentar o risco de estresse térmico. Essas condições podem provocar o abortamento floral e comprometer o enchimento dos grãos, especialmente em lavouras de sequeiro e em áreas com menor capacidade de retenção de água no solo.
Na Região Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média no norte da Bahia, norte do Maranhão, Ceará e litoral do Rio Grande do Norte, associada à previsão de temperaturas acima da média, pode comprometer o potencial produtivo das culturas de sequeiro, em razão do aumento da evapotranspiração, da redução da disponibilidade hídrica no solo e da aceleração do ciclo fenológico, elevando o risco de estresse hídrico em fases reprodutivas, como a floração e o enchimento de grãos. Por outro lado, nas áreas com previsão de chuvas acima da média, como o sul da Bahia, litoral e sul do Maranhão, norte do Piauí e oeste da Paraíba, as condições tendem a ser mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a manutenção da umidade do solo em níveis adequados.
Na Região Centro-Oeste, os totais de chuva abaixo da média previstos para o leste de Mato Grosso, centro-sul de Goiás e sul de Mato Grosso do Sul, associados a temperaturas elevadas, tendem a intensificar a evapotranspiração e aumentar o risco de estresse hídrico e térmico nos cultivos de primeira safra, que se encontram predominantemente em fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. Essas condições podem comprometer o potencial produtivo, sobretudo em áreas de sequeiro. Por outro lado, no norte de Mato Grosso, onde a previsão indica chuvas acima da média, as condições hídricas tendem a favorecer a manutenção da umidade do solo e o pleno desenvolvimento das lavouras. Contudo, o excesso de precipitação pode ocasionar atrasos pontuais na colheita da soja e na semeadura do milho segunda safra.
Na Região Sudeste, a previsão de chuvas acima da média no sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e centro de São Paulo tende a contribuir para a adequada reposição da umidade do solo, beneficiando o desenvolvimento vegetativo, a floração e o enchimento de grãos das culturas de verão, além de favorecer a manutenção da produtividade das pastagens e de cultivos perenes, como o café. Por outro lado, a previsão de chuvas abaixo da média no norte de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e oeste de São Paulo, associada à previsão de temperaturas acima da média, pode limitar a disponibilidade hídrica do solo e comprometer o desempenho das lavouras em estágios reprodutivos críticos, elevando o risco de estresse hídrico e térmico.
Na Região Sul, a previsão de totais de chuva abaixo da média na maior parte da região, associada à previsão de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média, tendem a reduzir a disponibilidade de água no solo, podendo afetar lavouras que ainda se encontram em fase de enchimento de grãos, especialmente aquelas implantadas mais tardiamente ou em solos de menor capacidade de retenção hídrica. Por outro lado, o cenário de menor umidade tende a favorecer a aceleração da maturação e melhora as condições operacionais para a colheita da soja e do milho primeira safra, contribuindo para a qualidade dos grãos e a redução de perdas no campo.
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