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Exportação de Feijão Dispara 78%, confira!

Publicado: 08/08/2025
Exportação de Feijão Dispara 78%, confira!

A exportação de feijão bate recordes, impulsionada por novos mercados e demanda crescente

O mercado do feijão nesta semana seguiu o roteiro esperado para o pico da terceira safra. Observamos uma pressão na base produtora, com lotes excelentes sendo oferecidos, mas com compradores mais cautelosos, priorizando a negociação em vez da compra imediata. Essa dinâmica reflete um momento de ajuste e estratégia por parte de todos os envolvidos na cadeia produtiva do grão mais amado do Brasil.

O Cenário da Produção e Comercialização

No Noroeste de Minas Gerais, a colheita está avançada, com cerca de 75% das áreas já trabalhadas. Deste montante, aproximadamente 45% do feijão já encontrou seu caminho para o mercado. Historicamente, um volume consideravelmente maior seria armazenado pelos produtores neste período. No entanto, a safra deste ano, que sofreu uma redução estimada entre 25% e 35% – dependendo da visão mais ou menos otimista –, alterou significativamente essa prática.

Estratégias de Venda e Armazenamento

No segmento do feijão-carioca, a tensão entre a necessidade de vender e o desejo de preservar o valor do produto se fez presente. Houve negociações registradas em Goiás a R$ 200, desconsiderando os custos com impostos. Em Minas Gerais e também em Goiás, os valores variaram entre R$ 215 e R$ 220. Este é o momento em que o produtor começa a analisar seus custos e margens, decidindo se é mais vantajoso segurar o estoque, especialmente para aqueles que possuem boa estrutura de armazenamento.

Feijão-preto e a Importância da Qualidade

Já no Feijão-preto, o Paraná mantém negócios em patamares estáveis, mas os vendedores demonstram uma postura cada vez mais reservada. Produtores que dispõem de produto de alta qualidade estão optando por reter seus estoques, uma decisão estratégica acertada considerando as perspectivas futuras do mercado. A demanda do consumidor continua firme, o varejo tem investido em promoções e o fluxo geral do produto no mercado está saudável.

Perspectivas para o 2° Semestre e o Impacto da Exportação

Temos pela frente um longo segundo semestre, que antecede a próxima colheita, a qual se projeta significativamente menor do que a registrada no início deste ano. Para aqueles produtores que ainda possuem feijão de qualidade armazenado, seja no campo ou em câmaras frias, a paciência e a estratégia de esperar por melhores oportunidades de venda parecem ser o caminho mais prudente. E, nesse contexto, a notícia da exportação de feijão é excepcionalmente positiva. O setor já superou a marca de 219.026 toneladas exportadas no primeiro semestre, um aumento expressivo de 78% em comparação com o mesmo período de 2024.

O Destaque do Feijão-mungo-preto

O grande protagonista deste cenário de crescimento na exportação de feijão é o Feijão-mungo-preto, que tem a Índia como seu principal destino. Instituições como o Ibrafe acompanham atentamente esses movimentos, fornecendo análises cruciais para os produtores. A estratégia atual do mercado pede cautela, uma visão de médio prazo e, acima de tudo, acesso a informações precisas para tomar as melhores decisões. O aumento da exportação de feijão é um sinal claro da força e da competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional, abrindo novas oportunidades para o grão nacional.

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Escrito por

Redação

Especialista em notícias e análises do mercado agropecuário.