A Biotrop, empresa brasileira com sete anos de experiência, destaca-se no mercado de biológicos por sua visão de futuro e forte investimento em pesquisa e inovação. Fundada por Antônio Carlos Zen, a empresa surgiu com a ambição de liderar o setor, oferecendo soluções tecnológicas avançadas e diferenciadas. Em 2023, a Biotrop foi adquirida pela Biobest, empresa global do grupo belga Holders, em uma transação de R$ 2.8 bilhões.
Foco em inovação
Durante a 37ª Show Rural Coopavel, visitamos o estante da empresa para conhecer as novidades e perspectivas para 2025. Em entrevista ao Agronews, o gerente de marketing, Cezar Farias, revelou que a Biotrop teve um crescimento notável em seu faturamento, saltando de 50 milhões para 800 milhões em apenas seis anos. “Esse crescimento é impulsionado por um pilar central de pesquisa e inovação, com a empresa reinvestindo cerca de 14% de seu faturamento anual nessa área. Esse valor supera o faturamento de muitas empresas concorrentes no setor.“, explica Cezar.

A empresa não se limita a simplesmente participar do mercado, mas busca ativamente quebrar paradigmas e transformar a cultura de manejo, substituindo gradualmente os produtos químicos por soluções biológicas. Para isso, a Biotrop aposta no conhecimento e na geração de resultados tangíveis para o produtor rural.
Evolução tecnológica
A Biotrop se destaca por sua atuação nas quarta e quinta gerações de biológicos, buscando constantemente o desenvolvimento de produtos inovadores e patenteados. Segundo o gernete de marketing, a empresa investe no registro de processos que envolvem os metabólitos, auxiliando o Ministério da Agricultura no desenvolvimento de regulamentações específicas para essa área.
Um dos pilares da inovação da Biotrop é o Projeto Nimble, que realiza o mapeamento dos biomas brasileiros em busca de micro-organismos com potencial para se tornarem produtos biológicos. “O projeto já catalogou mais de 3.000 cepas funcionais, que são armazenadas em um banco de dados privado, considerado a maior coleção de micro-organismos privados do Brasil.“, enfatiza Cezar Farias.
As cepas são classificadas, categorizadas e analisadas quanto à sua viabilidade técnica e econômica. A Biotrop deposita as informações sobre as cepas em um banco de dados oficial do governo, garantindo o controle e a segurança dos dados. Vale destacar que além do mapeamento por biomas, a empresa também realiza expedições por cultura, buscando soluções específicas para as necessidades de cada tipo de plantação. A cultura da cana-de-açúcar, por exemplo, será a primeira a ser mapeada.
Agrobiota: Análise metagenômica do solo com auxílio de Inteligência Artificial
Outro projeto inovador da Biotrop é o Agrobiota, que realiza análises metagenômicas do solo para avaliar a biofertilidade e prever o potencial de ataque de pragas e doenças. A análise metagenômica permite identificar a microbiologia do solo de forma antecipativa, auxiliando o produtor rural na tomada de decisões mais assertivas.
Segundo Cezar, em 2023, foram realizadas mais de 4.000 análises metagenômicas de solo. “Os resultados das análises são disponibilizados em uma plataforma chamada Sou Agrobiota, que permite ao produtor rural e ao consultor acessar informações detalhadas sobre o solo.“, comenta.
A plataforma conta com a EVA, uma inteligência artificial que cruza dados científicos e de pesquisa para fornecer recomendações de produtos biológicos. Show não é mesmo?
Bio Oracle: Validando tecnologias em campo

A Biotrop possui uma estação experimental em Santo Antônio de Posse, São Paulo, chamada Bio Oracle, que funciona como um grande laboratório de testes, unindo pesquisa científica com a validação prática de tecnologias, analisando o comportamento e a aplicação de produtos biológicos em diferentes condições. Nós do Agronews tivemos o privilégio de conhecer de perto esse “Oráculo dos Biológicos“.







