Dados são da estação meteorológica localizada no Mirante de Santana, veja mais informações a seguir
A atuação de um ciclone extratropical no Brasil nesta semana provocou rajadas de vento intensas entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Em São Paulo, os ventos fortes, que persistiram por várias horas, causaram grandes transtornos, como queda de árvores, danos à rede elétrica e interrupções em serviços essenciais. A situação também afetou o transporte aéreo, levando ao cancelamento de voos nos aeroportos do estado e gerando atrasos e cancelamentos nos aeroportos do Rio de Janeiro e Brasília. Além disso, o fenômeno esteve associado a acumulados expressivos de chuva em diversas regiões.
A estação meteorológica do INMET localizada no Mirante de Santana, na zona norte da cidade de São Paulo (bairro Jardim São Paulo), registrou sua maior rajada de vento (82,8 km/h) às 12 horas (horário de Brasília) desta quarta-feira (10). No entanto, a maior rajada já registrada nessa estação — que opera desde 24 de julho de 2006 — ocorreu em 25 de novembro de 2010, quando os ventos atingiram 101 km/h.
Mas o que realmente chamou a atenção durante a atuação deste ciclone extratropical foi a persistência das rajadas de vento: horas consecutivas com rajadas significativas em São Paulo. A estação do Mirante de Santana registrou impressionantes oito horas seguidas com rajadas acima de 72 km/h, entre 9 e 16 horas da última quarta-feira (10).
Embora o episódio não tenha superado a rajada máxima de 101 km/h registrada em 2010, esta foi a primeira vez, desde o início das medições em 2006, que a estação do Mirante de Santana observou uma sequência tão prolongada de rajadas de ventos acima de 70 km/h (Figura 1). Em outros eventos de ventania na capital paulista, as rajadas (acima de 70 km/h) ocorreram, no máximo, em dois horários consecutivos.
É importante destacar também que, quando consideradas rajadas de vento acima de acima 36 km/h, os horários consecutivos de registros são ainda maiores: entre às 12 horas (horário de Brasília) de terça-feira (9) até às 22 horas de quarta-feira (10). A sequência de registros acima de 36 km/h retornou às 7 horas de quinta-feira (11) persistindo até, pelo menos (horário de fechamento da notícia), às 16h do mesmo dia.





