Negócios caminham lentamente no mercado de mesa e indústria reduz ritmo de compras no início do ano, veja a seguir mais informações
O começo de 2026 tem sido marcado por um ritmo bastante contido nas negociações envolvendo a laranja, refletindo um cenário de cautela tanto no mercado de mesa quanto no segmento industrial. No consumo in natura, as vendas avançam de forma gradual, sem o dinamismo típico de períodos mais aquecidos, o que tem levado produtores e atacadistas a adotarem posturas mais conservadoras. A demanda existe, mas se mostra seletiva, pressionada pelo poder de compra do consumidor e pela concorrência com outras frutas da estação. Já no setor industrial, o movimento é igualmente morno.
As compras de novos lotes no mercado spot seguem limitadas, e algumas indústrias já indicam redução do ritmo de moagem ou até mesmo a finalização antecipada das atividades, sinalizando que os estoques e o planejamento de curto prazo estão praticamente ajustados. Esse comportamento reduz a liquidez no mercado físico e mantém as negociações concentradas em volumes pontuais, sem estímulos claros para uma retomada mais vigorosa no curto prazo.
Preços mostram estabilidade, mas falta de impulso impede reação mais firme nas cotações
No campo dos preços, o início do ano não trouxe grandes surpresas. No mercado de mesa, as cotações seguem relativamente estáveis, sustentadas mais por ajustes pontuais de oferta do que por um avanço consistente da demanda.
A ausência de um consumo mais forte impede valorizações mais expressivas, enquanto a boa disponibilidade de fruta em algumas regiões limita movimentos de alta. No segmento industrial, o cenário é semelhante: os agentes continuam negociando no spot com base nos mesmos patamares definidos ainda no final de 2025, o que reforça a percepção de acomodação do mercado. Não há, até o momento, sinais claros de pressão baixista intensa, mas também falta um gatilho que justifique reajustes positivos.
Assim, produtores acompanham o mercado com atenção, buscando equilibrar custos, fluxo de caixa e expectativas, enquanto aguardam definições mais claras sobre o comportamento da indústria e do consumo ao longo dos próximos meses.




