No mercado da mandioca, semana está marcada pela baixa liquidez no mercado de fécula e um aumento preocupante nos estoques, confira abaixo:
Nas últimas semanas, uma tendência emergiu, com algumas indústrias optando por restringir a moagem da mandioca. Neste artigo, exploraremos em detalhes as razões por trás dessa decisão e seu impacto no setor.
A principal motivação para as restrições à moagem da mandioca é a pressão sobre os preços. O preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta na fecularia registrou um leve recuo de 0,13%, chegando a R$ 760,29, o equivalente a R$ 1,2283 por grama de amido.
Enquanto alguns produtores retomaram a colheita de raízes de 1° ciclo, após um período de chuvas recentes, outros enfrentam desafios causados pela persistente estiagem. O oeste paulista e o noroeste paranaense, em particular, continuam a sofrer com o clima seco, o que impacta diretamente a oferta.

O aumento dos estoques é outra preocupação que paira sobre o setor. Com a baixa liquidez no mercado de fécula, as indústrias se veem com quantidades significativas da raiz em estoque, o que pode levar a perdas financeiras caso os preços continuem a declinar. A decisão de limitar a moagem visa, em parte, controlar essa situação e evitar um agravamento do problema.
Além das preocupações econômicas, a restrição à moagem da mandioca também tem um impacto direto nas comunidades rurais que dependem dessa cultura como fonte de renda. Agricultores familiares, em especial, enfrentam dificuldades quando as indústrias limitam a compra, o que pode afetar negativamente sua subsistência.
O futuro da indústria da mandioca é incerto nesse contexto desafiador. As condições climáticas continuam a ser uma variável crítica, com a esperança de chuvas mais consistentes para aliviar a seca em algumas regiões. Além disso, a estabilidade nos preços da fécula é fundamental para o setor se recuperar.





