À primeira vista a cultivar do BRS Capiaçu desenvolvida pela Embrapa, apresenta maior produção de matéria seca e um menor custo em relação ao milho e a cana-de-açúcar.
Esse valor é 57% inferior ao custo de produção da silagem de milho, 42,3% da cana-de-açúcar e 43,7% do sorgo. A silagem deste capim constitui uma alternativa mais barata para suplementação do pasto no período da seca. Confira!

Durante o Workshop “Tudo sobre a Cadeia do Leite para Comunicadores” realizado pela Embrapa Gado de Leite em SP (09), nós do portal AGRONEWS BRASIL tivemos a oportunidade de aprofundar ainda mais sobre o setor leiteiro no país. Esta foi a nossa primeira parada prevista no roteiro do 14º Road-show para Jornalistas e influenciadores do Agro, uma iniciativa da Texto Comunicação Corporativa. O Workshop contou com a participação de vários especialistas, em diversas áreas, que abordaram temas de grande relevância e novidades para toda a cadeia do leite.
Nesse sentido, uma das apresentações que nos chamou a atenção foi realizada pelo pesquisador, Paulino José Melo Andrade, que tratou sobre a alimentação de bovinos. Segundo afirmação do pesquisador, a alimentação adequada auxilia no aumento da produção de leite e aliada com matéria seca de alto rendimento, pode baratear significativamente os custos de produção. Confira abaixo a entrevista que fizemos com o pesquisador.
BRS Capiaçu: cultivar de capim-elefante de alto rendimento para produção de silagem
O BRS Capiaçu é um capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum), porém é mais produtivo que outras cultivares semelhantes. Nos testes realizados pela Embrapa, ele produziu 30% a mais em termos de volume de massa verde (50t/ha/ano) em comparação a outras cultivares utilizadas para produção de biomassa energética.
“Depois das análises, identificamos que o Capiaçu também é mais nutritivo, ele tem mais proteína, ele tem mais energia e a qualidade de fibra dele é diferenciada.”, avalia Paulino Andrade. O grande destaque desta cultivar é justamente o custo-benefício, devido a sua produtividade (cerca de 30% a mais) aliada ao seu valor nutritivo.
“Quando colocamos na ponta do lápis, o Capiaçu se torna mais barato que opção de milho, mais barato que opção de sorgo, cana-de-açúcar então nem se compara. O produtor que faz contas vai acabar optando pelo BRS Capiaçu por causa destas condições: MAIS PRODUTIVO – BASTANTE NUTRITIVO – E DE AMPLA ADAPTAÇÃO NO BRASIL.“, explica Paulino.

Garantia de produção do BRS Capiaçu
Atualmente, comparando-se o cultivo de Capiaçu com o cultivo de milho por exemplo, existem muitas variáveis que podem prejudicar a produtividade dos grãos, já no capim-elefante Capiaçu, estes efeitos são minimizados. Uma das interferências comuns, são os veranicos nas fases inicial e reprodutiva na produção de matéria seca de milho e sorgo, que podem ocasionar baixa produtividade. No caso do BRS Capiaçu, este fica estagnado no período seco e quando chove ele volta com força novamente. “Quando a gente compara a questão da colheita, de novo o BRS Capiaçu sai na frente. A janela de colheita do milho para silagem é muito pequena se comparada a do Capiaçu. Se precisarmos atrasar uns 15 dias a colheita do capim por algum motivo, isso não trará tanto impacto quanto no caso do milho.“, esclarece o pesquisador.
Custos da matéria seca – comparativo
Da mesma forma, a estimativa do custo médio da matéria seca da silagem de BRS Capiaçu, considerando-se três colheitas/ano, é de R$ 130,85/tonelada. Esse valor é 57% inferior ao custo de produção da silagem de milho, 42,3% da cana-de-açúcar e 43,7% do sorgo. Devido à alta produtividade da BRS Capiaçu, a silagem produzida com este capim apresenta menores custos de produção por hectare, conforme podemos observar na tabela abaixo:





