Capital fluminense não supera recorde histórico, veja a seguir
O início do mês de janeiro de 2026 tem sido marcado por temperaturas elevadas e recorrentes no estado do Rio de Janeiro, com diversos registros acima da média climatológica. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que o comportamento observado está em consonância com a previsão climática mensal, que já apontava para a ocorrência de anomalias positivas de temperatura no Sudeste.
A média da temperatura máxima em janeiro no estado do Rio de Janeiro é de 31,2 °C, considerando o conjunto de estações meteorológicas convencionais no período de 1991 a 2020 (período climatológico recomendado pela OMM). Análises de estações de referência reforçam o cenário de calor intenso frequentemente observado durante os meses de janeiro no estado.
Na estação Rio de Janeiro – Vila Militar, a média das temperaturas máximas de janeiro entre 2003 e 2026 é de 33,2 °C, valor significativamente superior à média estadual. O ano mais quente da série foi 2019, com média mensal de 36,6 °C, enquanto o mais ameno foi 2008, com 30,5 °C.
Na estação Marambaia, a média histórica de janeiro também é de 31,2 °C. Assim como na Vila Militar, 2019 se destacou como o ano mais quente da série, com média de 34,1 °C, evidenciando um padrão consistente de temperaturas elevadas em anos recentes.
O levantamento das maiores temperaturas máximas já registradas em janeiro revela episódios de calor intenso em diversas regiões do estado, tanto em áreas metropolitanas quanto no interior. A maior temperatura máxima já registrada no estado do Rio de Janeiro desde 1961, quando iniciaram as medições na região, foi de 41°C, observada nos anos de 1969, 1995, 2015 e 2026.
Entre as estações automáticas, destacam-se Seropédica – Ecologia Agrícola, com 41,0 °C em 12 de janeiro de 2026; Rio de Janeiro – Vila Militar, que atingiu 40,9 °C em janeiro de 2015; Niterói, com 40,5 °C em janeiro de 2026; e Duque de Caxias (Xerém), que também registrou 40,5 °C em 2026.
Nas estações convencionais, os extremos históricos incluem Itaperuna, com 41,0°C registrados em 30 de janeiro de 2015 e 17 de janeiro de 1995; Jacarepaguá, com 41,0 °C em 10 de janeiro de 1969; e Campos dos Goytacazes, que alcançou 40,2 °C em 30 de janeiro de 2015. Esses dados mostram que o calor intenso não se restringe à capital, afetando amplamente o território fluminense.
Na capital fluminense, as estações localizadas na Vila Militar e em Marambaia ainda não superaram seus recordes históricos. Na estação da Vila Militar, a maior temperatura máxima registrada foi de 40,9 °C em 2 de janeiro de 2015, seguida de 40,8 °C no dia 12 de janeiro de 2026. Em Marambaia, a maior temperatura foi observada em 19 de janeiro de 2019 (40,8 °C), seguida de 40,0 °C registrados em janeiro de 2021 e 2026.






