No mercado do trigo, liquidez segue em baixa, olhar segue atento para a safra de verão

Enquanto o primeiro mês do ano se despede, o mercado do trigo permanece com baixa liquidez. Produtores dedicam suas energias à colheita da safra de verão e ao progresso do cultivo da segunda safra, especialmente do milho. Enquanto isso, os moinhos, em contrapartida, mostram pouco entusiasmo em adquirir volumes significativos.

Na Argentina, principal fornecedora do trigo importado pelo Brasil, a colheita já se encerrou. As estimativas apontam para uma produção de 15,1 milhões de toneladas, em comparação com os 12,2 milhões de toneladas da temporada anterior. Esse aumento na produção tende a elevar o excedente exportável, o que pode beneficiar as compras brasileiras.

mercado do trigo

A concentração dos produtores na colheita da safra de verão e no desenvolvimento da segunda safra, particularmente do milho, está impactando diretamente a dinâmica no mercado do trigo. A baixa liquidez reflete essa priorização, com os moinhos aguardando por oportunidades mais vantajosas antes de realizar compras expressivas.

À medida que avançamos para os próximos meses, é provável que o mercado do trigo experiencie mudanças. O aumento da disponibilidade de trigo argentino pode estimular uma maior atividade comercial, à medida que os moinhos buscam suprir suas demandas. Além disso, as condições climáticas e o desempenho das safras de verão e segunda safra no Brasil também influenciarão significativamente o cenário futuro do mercado.

Veja a tabela indicativa do Cepea abaixo:

mercado do trigo

Na análise anterior vimos que, “Compradores estão ativos apenas para repor estoques. Os produtores continuam focados às atividades no campo, com as atenções voltadas para a colheita da safra verão e os desafios inerentes ao cultivo da 2ª safra, principalmente do milho. Este cenário reflete a estratégia do setor em otimizar o ciclo produtivo garantindo qualidade”. Clique aqui para ver essa análise na íntegra.