Confira as cotações de soja e trigo desta quinta-feira (29). Soja em alta em Paranaguá e trigo em baixa no Rio Grande do Sul. Acompanhe os preços!
Quem acordou cedo nesta quinta-feira (29) e foi olhar a planilha de custo encontrou um cenário misto para soja e trigo. O dia começou com sinal positivo para a soja no porto, enquanto o interior do Paraná mostrou leve recuo. Já o trigo segue pressionado, com preços mais baixos tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul. Nada de movimento brusco, mas o suficiente para mexer com a estratégia de venda de quem ainda tem produto disponível.
Esse tipo de variação, mesmo pequena, pesa no bolso. Para quem está fechando contas da safra ou planejando fluxo de caixa, alguns centavos a mais ou a menos por saca fazem diferença no fim do mês. Por isso, entender onde o preço sobe, onde cai e por quê ajuda a tomar decisão com mais segurança.
Impacto no bolso
No campo, o preço não é só número de tela. Ele conversa direto com custo de adubo, defensivo, diesel e financiamento. Quando a soja dá sinal de alta no porto, reacende o interesse de quem está bem localizado para escoar produção. Já a queda no interior exige cautela, principalmente para o produtor que depende do mercado local para girar estoque.
Com o trigo, o cenário é mais apertado. A desvalorização, mesmo leve, acontece num momento em que muitos produtores ainda estão ajustando contas da última colheita. Margem curta não perdoa, e qualquer recuo exige atenção redobrada na hora de negociar.
Os dados usados pelo mercado nesta quinta-feira vêm do Cepea, referência diária para quem acompanha cotações e tendências no agronegócio.
Soja no Paraná
No Paraná, a soja apresentou comportamentos diferentes conforme a praça. No interior do estado, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 119,18, registrando queda de 0,54% no dia. É aquele ajuste fino que costuma acontecer quando a oferta local encontra compradores mais cautelosos.
Já no porto de Paranaguá, principal termômetro para exportação, o movimento foi de alta. A saca chegou a R$ 125,05, com valorização de 0,23%. Mesmo sendo uma variação pequena, o porto segue como referência importante, especialmente para quem acompanha paridade de exportação e câmbio.
Essa diferença entre interior e porto não é novidade. Logística, demanda externa e ritmo de embarque acabam puxando preços de forma distinta. Para o produtor, vale colocar tudo na ponta do lápis: custo de frete, prazo de pagamento e necessidade de caixa antes de decidir.
Trigo em queda
O trigo segue enfrentando um mercado mais pesado. No Paraná, a tonelada foi negociada a R$ 1.174,84, mantendo o viés de baixa. No Rio Grande do Sul, outro estado-chave na produção do cereal, o preço caiu 0,04%, com a tonelada cotada a R$ 1.056,96.
Não é uma queda expressiva, mas mostra que o mercado ainda trabalha com cautela. A demanda da indústria não tem dado sinais de aquecimento suficientes para sustentar reação mais firme nos preços. Para quem produz trigo, o momento é de acompanhar de perto e evitar decisões apressadas.
Em anos de margem apertada, cada movimento precisa ser bem calculado. Vender agora, segurar mais um pouco ou buscar alternativas de negociação são escolhas que dependem da realidade de cada propriedade.
Leitura do mercado
O que se vê neste momento é um mercado andando de lado, com pequenas oscilações. A soja sente o peso do cenário internacional, do câmbio e do ritmo das exportações. O trigo, por sua vez, enfrenta oferta ajustada à demanda interna, sem grandes estímulos para alta.
Para o produtor, a leitura precisa ir além do preço do dia. É olhar o comportamento das cotações ao longo da semana, entender o apetite dos compradores e perceber como o mercado reage a cada notícia. Não existe receita pronta, mas informação ajuda a errar menos.
As cotações divulgadas pelo Cepea cumprem esse papel: dar um retrato fiel do mercado, sem maquiagem. Cabe a cada um interpretar conforme sua realidade.
O que observar
Nos próximos dias, vale ficar atento ao câmbio, ao andamento da safra nos Estados Unidos e à movimentação dos portos. Qualquer mudança nesses pontos pode refletir rapidamente nos preços da soja. Para o trigo, o foco segue na demanda da indústria e no comportamento dos moinhos. Clique aqui e acompanhe o agro.
Quem tem produto armazenado precisa acompanhar de perto. Às vezes, esperar alguns dias pode melhorar o preço. Em outras situações, garantir venda e fazer caixa é a melhor saída. O importante é decidir com base em dados e não apenas na expectativa.
No fim das contas, soja e trigo continuam sendo pilares da renda no Sul do país. E acompanhar as cotações diariamente é parte da lida, tanto quanto cuidar da lavoura ou revisar a máquina antes de entrar no campo.
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