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Oferta de mandioca aumenta pressionando cotações, confira!

Redação
24/11/2025 às 14:49
Oferta de mandioca aumenta pressionando cotações, confira!

A maior oferta pressiona cotações da mandioca em todo o país, veja mais informações a seguir

Olá, amigo produtor! O cenário no campo da mandioca tem sido de muita movimentação nas últimas semanas. Após um período de chuvas intensas que seguraram o ritmo da colheita, o tempo firmou e as máquinas voltaram com tudo ao trabalho. Essa retomada, impulsionada pela necessidade de muitos produtores em fazer caixa, resultou em um aumento expressivo na disponibilidade da raiz no mercado.

Consequentemente, como aponta o levantamento do Cepea, vimos uma pressão sobre os preços. A média para a tonelada de mandioca posta fecularia fechou em R$ 562,82, uma leve queda de 0,5% em relação à semana anterior. Embora pareça pouco, esse movimento acende um alerta sobre as dinâmicas de oferta e demanda que vamos explorar a seguir.

O clima como fator decisivo na colheita

Quem vive o dia a dia da roça sabe que o clima é o patrão. As chuvas intensas que marcaram o início da semana passada em diversas regiões produtoras colocaram um freio obrigatório nas atividades de colheita. O solo encharcado dificulta a entrada de máquinas e até mesmo o trabalho manual, além de poder afetar a qualidade da raiz se a situação se prolongar. No entanto, assim que o sol reapareceu e o solo deu condições, o que vimos foi uma verdadeira corrida para recuperar o tempo perdido.

Essa concentração da colheita em um curto período de tempo é um dos principais fatores que explica por que a maior oferta pressiona cotações da raiz. O produto que chegaria ao mercado de forma escalonada acaba sendo despejado de uma só vez.

A necessidade de caixa do produtor e o impacto no mercado

Outro ponto fundamental para entender o cenário atual é a “necessidade de capitalização” mencionada pelo Cepea. Esse termo técnico se traduz em situações bem conhecidas por você, produtor. A intensificação da comercialização não acontece por acaso; ela é movida por compromissos financeiros que não podem esperar. O final do ano, por exemplo, concentra diversas despesas que exigem dinheiro em caixa. Muitos agricultores precisam vender a produção para garantir o fluxo financeiro e manter a saúde da propriedade. Essa pressão para vender acaba fortalecendo o poder de barganha do comprador, já que a maior oferta pressiona cotações da raiz para baixo.

  • Pagamento de contas de final de ano e o 13º salário dos funcionários;
  • Compra antecipada de insumos para a próxima safra, buscando melhores preços e condições;
  • Amortização de parcelas de financiamentos de máquinas ou custeio agrícola;
  • Realização de manutenções preventivas em equipamentos antes do próximo ciclo produtivo.

Como a maior oferta pressiona cotações da raiz na prática?

A lei da oferta e da demanda é implacável. Quando há muita mandioca disponível, a indústria de fecularia, principal compradora da matéria-prima, se encontra em uma posição confortável. Com várias opções de fornecedores batendo à porta, ela não precisa elevar os preços para garantir seu estoque. Pelo contrário, ela pode negociar valores mais baixos.

A queda de 0,5% na semana pode parecer pequena, mas o dado mais impactante é a retração de 18,8% em termos reais (descontada a inflação pelo IGP-DI) no acumulado de 12 meses. Isso mostra uma tendência de desvalorização que afeta diretamente a rentabilidade do produtor. A dinâmica é clara: a maior oferta pressiona cotações da raiz de forma consistente.

O que observamos é um movimento concentrado de venda. O produtor, após a janela de chuvas, corre para o campo para colher e garantir o fluxo de caixa. A indústria, ciente dessa movimentação e com seus pátios sendo abastecidos, ajusta seus preços de compra para baixo, refletindo a maior disponibilidade do produto.

O papel da indústria e as perspectivas para o setor

A mandioca, também chamada de rainha do Brasil, é uma cultura de extrema importância social e econômica. Segundo dados do IBGE, o país é um dos maiores produtores mundiais, com a atividade sendo a base de sustento para milhares de famílias de agricultores. A maior parte da produção industrial é destinada à fabricação de amido, ou fécula, que abastece setores como o alimentício, de papel e celulose, têxtil e farmacêutico. A demanda da indústria é, portanto, o grande motor do mercado.

Para as próximas semanas, a tendência de preços dependerá do equilíbrio entre o ritmo da colheita e a capacidade de absorção das fecularias. Produtores com maior fôlego financeiro podem optar por segurar parte da produção, aguardando uma possível recuperação dos valores. Informações técnicas e de manejo, como as disponibilizadas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, são essenciais para otimizar a produtividade e a qualidade, fatores que também influenciam na negociação.

Em resumo, o cenário atual da mandiocultura é um reflexo direto da interação entre o clima, as necessidades financeiras do campo e o poder de compra da indústria. As chuvas criaram uma janela de colheita concentrada, e a busca por capitalização levou a um aumento da disponibilidade, confirmando a máxima de que a maior oferta pressiona cotações da mandioca. Clique aqui e acompanhe o agro.

AGRONEWS é informação para quem produz

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