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Esse fungo rouba cerca de 10sc/ha e pode ficar até 12 anos escondido no solo

Vicente Delgado
12/02/2026 às 18:46
Esse fungo rouba cerca de 10sc/ha e pode ficar até 12 anos escondido no solo

O problema da reboleira na sua lavoura pode ser esse “falso fungo” silencioso e paciente. Se o inimigo é específico, a defesa não pode ser genérica.

A lida no campo ensina que nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que murcha é sede. Quem gasta a bota no talhão sabe bem: você olha aquela reboleira de soja morrendo, o sol estalando na nuca, e a primeira coisa que vem à cabeça é o estresse hídrico. “É o calorão judiando“, a gente pensa. Mas a verdade, muitas vezes, é bem mais amarga e está escondida onde os olhos não alcançam. Existe um adversário traiçoeiro, um “falso fungo” que joga parado, esperando pacientemente o momento de atacar a rentabilidade de quem produz.

Estamos falando da Phytophthora, um oomiceto que não tem pressa. Ele é capaz de sobreviver no solo por um período que varia de 2 a 12 anos, herdado de safras passadas ou até da vegetação nativa. Ele fica ali, dormente, só aguardando o gatilho certo. E o gatilho é justamente o que o produtor mais reza para ter: a chuva. Em anos de muita umidade, esse habitante silencioso desperta e vira uma máquina de destruir raízes.

A ameaça invisível

O prejuízo não é conversa de balcão; os números assustam. Dados de campo mostram que esse inimigo invisível pode causar uma redução de até 30% na produtividade em casos mais severos. Na ponta do lápis, estamos falando de perder facilmente 10 sacas por hectare em condições normais de ataque. Para quem trabalha com a margem apertada e o custo do insumo lá no alto, ver esse dinheiro ficar no barro por falta de diagnóstico é de doer no bolso.

Esse fungo rouba cerca de 10sc/ha e pode ficar até 12 anos escondido no solo

O problema maior é a confusão na hora de identificar o sintoma. E para esclarecer tudo isso, conversamos com Bruno Ferreira, Gerente de Tratamento de Sementes da Corteva Agriscience, que já no início do nosso bate-papo faz um alerta ao produtor que pode estar sendo enganado pelo visual da planta. “Muitas vezes o produtor olhava aquela morte de planta e associava a condições climáticas. ‘Ah, muito calor, tá morrendo por conta do sol, tá seco, não choveu’“, relata Ferreira. Sem saber o que está enfrentando de fato, o agricultor investe errado no combate a outros invasores e a conta não fecha na colheita.

A recomendação técnica é clara: não dá para trabalhar no “achismo“. O manejo eficiente começa com a análise fitopatológica do solo para entender quem é o inimigo. Só sabendo se é fungo, nematoide ou a tal da Phytophthora é que se escolhe a arma certa.

A tecnologia de atirador de elite para blindar a semente

Se o inimigo é específico, a defesa não pode ser genérica. É nesse cenário que surge a necessidade de ferramentas de precisão. A Corteva trouxe para o mercado o Lumitrel (comercialmente LumiTreo®), que atua como um verdadeiro “atirador de elite” no tratamento de sementes. Diferente dos fungicidas comuns que tentam abraçar o mundo, essa tecnologia foi desenhada com foco cirúrgico nos oomicetos.

Esse fungo rouba cerca de 10sc/ha e pode ficar até 12 anos escondido no solo

O grande diferencial está na química de ponta. O produto combina três ativos, incluindo a molécula exclusiva oxathiapiprolin. Bruno Ferreira destaca a inovação: “É o único produto fungicida do mercado que tem três ativos. Desses três ativos, duas moléculas inovadoras… uma estrobilurina e a oxathiapiprolin“.

Além da eficiência biológica, tem a questão operacional que o produtor valoriza muito. Enquanto o mercado costuma usar caldas volumosas, de 150ml a 200ml, essa nova tecnologia entrega proteção máxima com apenas 30ml para cada 100kg de semente. Isso significa um recobrimento muito superior e menos umidade excessiva na semente antes do plantio, mantendo o vigor do que Ferreira chama de “o bem mais valioso do produtor“.

Investimento que vira saca no armazém

Esse fungo rouba cerca de 10sc/ha e pode ficar até 12 anos escondido no solo

A matemática do tratamento de sementes preventivo é uma das mais lógicas do agronegócio atual. Ferreira faz uma comparação que deixa qualquer um pensativo sobre o risco de deixar a área descoberta. O especialista dá um exemplo da relação custo-benefício: “Hoje nós estamos falando em torno de meio saco de soja de investimento no tratamento de sementes para você ter um retorno de até oito sacos.“.

Essa visão de proteger a planta de “dentro para fora” é reforçada pela diretoria da companhia. Felipe Daltro, Diretor de Marketing e Efetividade Comercial da Corteva Agriscience para Brasil e Paraguai, enfatiza que soluções que aumentam a tolerância ao estresse são fundamentais para garantir que a genética da semente se expresse de verdade.

Esse fungo rouba cerca de 10sc/ha e pode ficar até 12 anos escondido no solo

Não adianta ter a melhor variedade do mercado se o sistema radicular for entregue de bandeja para um falso fungo que está lá há dez anos esperando a oportunidade. Por isso a Corteva fez questão de trazer seu portfólio completo de lançamentos, para apresentar aos produtores rurais, durante a Show Rural Coopavel, as melhores soluções no combate as principais pragas e doenças da lavoura.

Então, o recado para o produtor que está planejando a próxima safra é simples: o barato sai caro quando a proteção é negligenciada. O seguro mais barato da lavoura é aquele feito antes da semente tocar o solo. Afinal, a vitória na colheita começa muito antes do primeiro broto aparecer; ela começa na escolha da tecnologia que vai garantir que o “inimigo invisível” continue sem vez na sua fazenda.

Agronews é informação para quem produz

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