Tecnologia inovadora monitora o estoque de ração em tempo real, eliminando os riscos de segurança, prejuízos na logística de distribuição e principalmente cocho vazio.
O produtor de aves e suínos conhece bem o aperto no peito que dá ao desconfiar que a ração está no fim bem num domingo à tarde. Historicamente, a solução era aquela: ou subia na escada lateral do silo, correndo um risco danado de queda, ou pegava o martelinho de borracha para bater na chapa e tentar adivinhar, pelo som, quanto ainda restava lá dentro. Convenhamos, no agronegócio de alta precisão que vivemos hoje, confiar o lucro do lote ao “ouvido” ou à sorte na escada é um luxo que ninguém mais pode se dar.

Durante o Show Rural Coopavel 2026, a Cargill apresentou uma tecnologia que bota ordem nessa casa. O sistema Cargill FeedView, fruto de uma parceria com a canadense BinSentry, usa sensores a laser e inteligência artificial para aposentar o “achismo” na gestão da ração. O sensor é instalado no topo do silo, alimentado por energia solar e, o que é melhor, se limpa sozinho, enviando dados para a nuvem a cada quatro horas.
O que esperar das margens e da logística com o monitoramento digital

O buraco é mais embaixo quando falamos de logística. Muitas vezes, a cooperativa ou a fábrica envia o caminhão achando que o silo está vazio, mas o motorista chega lá e descobre que ainda tinha sobra. O resultado? O caminhão volta com carga, o frete fica mais caro e a operação perde eficiência. Celso Mello, Diretor Geral da Cargill Nutrição Animal Latam, foi direto ao ponto sobre essa mudança de paradigma: “A fábrica já sabe que tem que mandar a ração, não depende mais do produtor solicitar isso manualmente. E ela consegue se preparar melhor para produzir os volumes que fábrica precisa e colocar nas rotas mais eficientes.“, contextualiza o Diretor.
Essa proatividade e previsibilidade tira o peso das costas do produtor. Em vez de ser o “estoquista” que precisa ligar pedindo carga, ele passa a ser o gestor que foca no que realmente importa: o manejo dos animais porteira para dentro.
Por que o cocho vazio custa tão caro no final do lote?
A gente tem o vício de culpar a logística quando falta comida no cocho, mas a realidade do campo mostra algo diferente. Dados da própria Cargill indicam que a falha de manejo, como esquecer de abrir uma portinha ou não notar que o silo esvaziou no final de semana, acontece quatro vezes mais do que o atraso na entrega. É o famoso erro humano que “come” a conversão alimentar e prejudica o bem-estar animal.






