Atualizando...

Diga adeus ao “martelinho” no silo, IA garante mais lucro e segurança na granja

Vicente Delgado
11/02/2026 às 10:45
Diga adeus ao “martelinho” no silo, IA garante mais lucro e segurança na granja

Tecnologia inovadora monitora o estoque de ração em tempo real, eliminando os riscos de segurança, prejuízos na logística de distribuição e principalmente cocho vazio.

O produtor de aves e suínos conhece bem o aperto no peito que dá ao desconfiar que a ração está no fim bem num domingo à tarde. Historicamente, a solução era aquela: ou subia na escada lateral do silo, correndo um risco danado de queda, ou pegava o martelinho de borracha para bater na chapa e tentar adivinhar, pelo som, quanto ainda restava lá dentro. Convenhamos, no agronegócio de alta precisão que vivemos hoje, confiar o lucro do lote ao “ouvido” ou à sorte na escada é um luxo que ninguém mais pode se dar.

Diga adeus ao "martelinho" no silo, IA garante mais lucro e segurança na granja

Durante o Show Rural Coopavel 2026, a Cargill apresentou uma tecnologia que bota ordem nessa casa. O sistema Cargill FeedView, fruto de uma parceria com a canadense BinSentry, usa sensores a laser e inteligência artificial para aposentar o “achismo” na gestão da ração. O sensor é instalado no topo do silo, alimentado por energia solar e, o que é melhor, se limpa sozinho, enviando dados para a nuvem a cada quatro horas.

O que esperar das margens e da logística com o monitoramento digital

Diga adeus ao "martelinho" no silo, IA garante mais lucro e segurança na granja

O buraco é mais embaixo quando falamos de logística. Muitas vezes, a cooperativa ou a fábrica envia o caminhão achando que o silo está vazio, mas o motorista chega lá e descobre que ainda tinha sobra. O resultado? O caminhão volta com carga, o frete fica mais caro e a operação perde eficiência. Celso Mello, Diretor Geral da Cargill Nutrição Animal Latam, foi direto ao ponto sobre essa mudança de paradigma: “A fábrica já sabe que tem que mandar a ração, não depende mais do produtor solicitar isso manualmente. E ela consegue se preparar melhor para produzir os volumes que fábrica precisa e colocar nas rotas mais eficientes.“, contextualiza o Diretor.

Essa proatividade e previsibilidade tira o peso das costas do produtor. Em vez de ser o “estoquista” que precisa ligar pedindo carga, ele passa a ser o gestor que foca no que realmente importa: o manejo dos animais porteira para dentro.

Por que o cocho vazio custa tão caro no final do lote?

A gente tem o vício de culpar a logística quando falta comida no cocho, mas a realidade do campo mostra algo diferente. Dados da própria Cargill indicam que a falha de manejo, como esquecer de abrir uma portinha ou não notar que o silo esvaziou no final de semana, acontece quatro vezes mais do que o atraso na entrega. É o famoso erro humano que “come” a conversão alimentar e prejudica o bem-estar animal.

Diga adeus ao "martelinho" no silo, IA garante mais lucro e segurança na granja

Ana Paula Maia, Gerente de Soluções Digitais da Cargill, destacou que o sucesso não é só instalar o sensor e ir embora. “A gente sabe que não é sobre tecnologia, né? É muito fácil a gente só colocar a tecnologia, virar as costas e sair, mas a tecnologia ela muda processos, ela muda pessoas“, explicou ela, reforçando que o treinamento da equipe é o que garante que o investimento se pague.

Para quem está fazendo as contas do custo de produção, o retorno desse tipo de investimento costuma aparecer entre 90 dias e seis meses. É um prazo curto para quem ganha em segurança do trabalho e, principalmente, em previsibilidade. Afinal, animal que não come de forma constante não ganha peso e desregula todo o cronograma do lote.

Segurança e qualidade de vida no cotidiano rural

Diga adeus ao "martelinho" no silo, IA garante mais lucro e segurança na granja

Não dá para ignorar o fator humano. O setor busca cada vez mais sustentabilidade, e isso passa pela segurança de quem trabalha na granja. Eliminar a necessidade de subir em estruturas altas, muitas vezes sob chuva ou vento, é um ganho que não aparece só na planilha, mas na paz de espírito da família rural.

De acordo com informações da própria Embrapa, a digitalização no campo é um caminho sem volta para manter a competitividade brasileira frente ao mercado externo. Com 160 anos de bagagem, a Cargill mostra que o futuro da nutrição animal não está mais no martelo, mas no dado que chega direto na tela do celular.

Agronews é informação para quem produz

cargill show rural tecnologia

Compartilhe esta notícia: