Drone a jato 100% brasileiro decola pela 1ª vez! [vídeo]

Publicado: 22/01/2026
Atualizado: 22/01/2026
Drone a jato 100% brasileiro decola pela 1ª vez! [vídeo]

Drone brasileiro Albatroz Vortex realiza histórico primeiro voo com turbina a jato desenvolvida integralmente no país, impulsionando a indústria aeroespacial nacional.

Quem vive do campo sabe que tecnologia não é luxo, é ferramenta de trabalho. E quando o Brasil avança em áreas estratégicas, como a aviação não tripulada, isso acaba chegando lá na frente em forma de serviço melhor, custo mais baixo e independência tecnológica. Foi isso que ficou claro com o primeiro voo do Albatroz Vortex, um drone a jato totalmente desenvolvido no país, que decolou pela primeira vez em dezembro, no Rio de Janeiro.

Não se trata apenas de um teste bem-sucedido. O voo marca um passo importante para a indústria nacional e abre caminho para aplicações que vão muito além do uso militar. Monitoramento de grandes áreas, vigilância de fronteiras, mapeamento ambiental e, no médio prazo, soluções que podem dialogar com o agronegócio de larga escala entram nessa conta.

Impacto no produtor

Drone a jato 100% brasileiro decola pela 1ª vez! [vídeo]

À primeira vista, um drone a jato pode parecer distante da rotina de quem está cuidando de lavoura ou de gado. Mas a experiência mostra que boa parte das tecnologias que hoje ajudam o produtor começaram em projetos estratégicos, bancados por governo e indústria, e depois ganharam escala.

Drones mais rápidos, com maior autonomia e capacidade de cobrir áreas extensas interessam diretamente a operações de monitoramento territorial, fiscalização ambiental e segurança. Tudo isso interfere no dia a dia do campo, seja na regularização fundiária, no acompanhamento de áreas remotas ou na resposta a eventos climáticos extremos.

Quando o país domina a tecnologia, o custo tende a cair com o tempo. E o produtor sabe bem o peso que o dólar tem quando o equipamento é importado. Ter um projeto nacional reduz dependência externa e cria um ambiente mais favorável para soluções adaptadas à realidade brasileira.

Voo histórico no Brasil

O Albatroz Vortex realizou seu primeiro voo de testes no dia 17 de dezembro, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. O objetivo principal da operação foi avaliar o funcionamento da turbina a jato em voo real e confirmar a integração entre o sistema de propulsão e a aeronave.

O ensaio mostrou que o Brasil tem capacidade técnica para colocar no ar um veículo aéreo não tripulado com propulsão a jato totalmente desenvolvida aqui. Não é pouco. Países com esse domínio ainda são poucos, especialmente quando se fala em turbinas de pequeno porte.

O drone tem peso máximo de decolagem de 150 quilos e representa uma evolução de projetos anteriores já desenvolvidos pela indústria nacional. Ou seja, não surgiu do nada. É resultado de anos de trabalho, ajustes e aprendizado acumulado.

Aperte o play no vídeo abaixo e confira!

Tecnologia 100% nacional

A célula aérea do Albatroz Vortex foi desenvolvida pela Stella Tecnologia, empresa brasileira com histórico no setor de veículos aéreos não tripulados. Já a turbina a jato é criação da AERO Concepts, também nacional, responsável por projetar um sistema compacto e funcional para esse tipo de aplicação.

A turbina ATJR 15-5 entrega empuxo de 500 newtons e é a primeira turbina a jato de pequeno porte concebida no Brasil a operar integrada a um drone em voo. Esse detalhe faz diferença, porque projetar é uma coisa; fazer funcionar no ar, com segurança, é outra bem mais complexa.

Esse tipo de domínio tecnológico fortalece toda a cadeia produtiva, desde engenharia e materiais até manutenção e formação de mão de obra especializada.

Apoio institucional estratégico

O projeto contou com apoio do Ministério da Defesa e da Força Aérea Brasileira, dentro de um acordo de cooperação voltado ao desenvolvimento de soluções estratégicas para veículos aéreos não tripulados. Esse tipo de parceria é comum em países que levam a sério soberania tecnológica.

Para o produtor rural, esse apoio institucional pode parecer distante, mas ele é decisivo para criar um ambiente onde a indústria nacional consegue investir, testar e evoluir. Sem isso, o mercado fica refém de soluções externas, muitas vezes caras e pouco adaptadas às condições locais.

Quando o Estado atua como indutor, o setor privado ganha fôlego para inovar. E inovação, no fim das contas, acaba chegando ao campo.

O que vem adiante

O voo inaugural é apenas o começo. A partir de agora, a tendência é que novos testes sejam realizados, com ajustes finos no sistema de propulsão, na aerodinâmica e nos sistemas de controle. É um processo natural em qualquer programa aeronáutico.

No médio prazo, a tecnologia pode ser aplicada a diferentes missões, inclusive civis. Drones com maior velocidade e alcance têm potencial para cobrir áreas extensas do território nacional, algo que interessa diretamente a um país com dimensões continentais e forte base agropecuária.

Para quem está no campo, vale acompanhar. A história mostra que quando a tecnologia nasce aqui, ela conversa melhor com a nossa realidade. E isso, mais cedo ou mais tarde, reflete no bolso e na eficiência de quem produz.

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Escrito por

Redação