A conta no azul em 2026 não virá do aumento de área, mas da eficiência cirúrgica entre o adubo aplicado e a saca colhida.
O dia a dia no trecho não está para amadores. Quem calça a botina cedo sabe que a tal “tempestade perfeita” parou de ser conversa de economista e virou realidade no galpão: preço de commodity balançando, juro que não dá trégua para o custeio e o clima pregando peça bem na hora do enchimento de grãos. No Rio Grande do Sul, então, o desafio é dobrado, com a terra ainda sentindo o reflexo das águas que lavaram o nutriente do solo tempos atrás.
A pergunta que fica martelando na cabeça do produtor na beira do talhão é uma só: como é que eu faço essa conta fechar com a margem tão apertada? A resposta que vimos na 26ª Expodireto Cotrijal, onde a Yara compartilhu seus 120 anos de estrada, é direta e sem rodeios. Não se trata de gastar mais, mas de gastar com inteligência para diluir o custo fixo. Se o preço da saca caiu, a única saída real da porteira para dentro é colocar mais saca por hectare usando a mesma estrutura. Mas como fazer isso?
O que esperar das margens do agro nesta temporada
Não dá para tapar o sol com a peneira. Diogo Rezende, executivo da Yara, foi muito feliz ao traduzir o sentimento do setor durante o evento. Ele pontuou que a rentabilidade de pilares como soja, milho, trigo e café sofreu um baque que exige resiliência. “A gente vê principalmente os preços de grãos caindo, juros altos, dificuldade, disponibilidade de crédito, Rio Grande do Sul passando por crises climáticas severas, extremamente impactantes“, destacou Rezende.

O cenário é de pé no chão. Mesmo com o agro brasileiro crescendo na casa dos 11% no último ano, puxado por um salto no milho, o produtor sente o peso da solidão na hora de decidir o manejo sob incerteza. A vocação do nosso produtor é gigante, mas a economia é cíclica. Para atravessar esse deserto, a estratégia agora é buscar segurança no fornecimento e eficiência no que se coloca no sulco da semeadura.
A matemática para diluir o custo por saca
Muita gente se assusta com o preço do fertilizante e acaba cortando o investimento onde não devia. É aí que mora o perigo. Márcio Wally, Diretor Comercial da Região Sul, traz uma visão muito pragmática para quem lida com soja, arroz e trigo. Para ele, não adianta sentar e reclamar do mercado externo. “O nosso trabalho é mostrar o caminho“, afirma o diretor.
E que caminho é esse? É a matemática da dilução. “A melhor forma de você diluir custos da atividade é produzir mais. O custo por saca produzida, o custo por tonelada produzida acaba sendo menor. E é nisso que a gente se baseia“, explica Wally. Pensa comigo: se você investe em uma tecnologia como o YaraBasa FULL, que a empresa lançou agora em 2026 focando em integrar macro, micronutrientes e bioinsumos, e isso te entrega 10% ou 15% a mais de produtividade, aquele custo fixo da máquina, do diesel e da mão de obra acaba sendo “rachado” por mais sacas. No final do dia, o custo unitário cai e a sobra no bolso aumenta.
Não é adubar mais, é adubar melhor
Existe um vício antigo de achar que, para colher mais, tem que jogar mais caminhão de adubo na roça. Guilherme Schimits, Vice-Presidente de Marketing e Agronomia, bate na tecla da inteligência agronômica. Em tempos de vacas magras na rentabilidade, o segredo é extrair o suco do orçamento que você já tem.





