Pelo terceiro pregão consecutivo, o dólar terminou com leve elevação e encostou em 3,34 reais, com a agenda esvaziada dividindo a atenção dos investidores entre o recuo da moeda no exterior e o cenário político
O dólar avançou 0,11 por cento, a 3,3391 reais na venda, renovando o maior nível de fechamento desde 18 de maio, quando terminou a 3,3890 reais. Na semana, acumulou alta de 1,58 por cento.
Na mínima, marcou 3,3268 reais e, na máxima, 3,3441 reais. O dólar futuro tinha baixa de 0,10 por cento.
“É forte a cautela com o político e com ajuste fiscal…que segue sendo a principal preocupação”, avaliou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.
Com a agenda esvaziada, os investidores acompanharam mais de perto o mercado externo, onde os preços do petróleo subiram e favoreceram o recuo do dólar ante divisas de emergentes no exterior, como ante o peso mexicano. O dólar também cedia ante uma cesta de moedas
O movimento, entretanto, foi contido pelas preocupações sobre o andamento das reformas no Congresso Nacional.
“A banda de 3,25 reais a 3,30 reais foi movida para 3,30 reais a 3,35 reais após o episódio da CAS. Isso mostrou que carece capital político para aprovar o ajuste fiscal. O mercado achava que a reforma trabalhista já era página virada”, destacou Alessie Machado.
Depois que o presidente Michel Temer foi atingido por delação de empresário da JBS no âmbito da Operação Lava Jato, a moeda, que vinha operando até o teto de 3,20 reais, passou a oscilar cinco centavos acima, entre 3,20 reais e 3,30 reais.



