Dólar caminha para forte alta semanal com temores sobre Covid e eleições nos EUA

O dólar operava com volatilidade ante o real nesta sexta-feira, refletindo a formação da Ptax de fim de mês às vésperas de um fim de semana prolongado, mas caminhava para fechar a semana com ganhos sólidos em meio a temores persistentes sobre a disseminação da Covid-19 nas principais economias e a forte ansiedade antes das eleições norte-americanas.

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Às 10h21, o dólar avançava 0,31%, a 5,7812 reais na venda. Na B3, o dólar futuro rondava a estabilidade, a 5,778 reais.

Com a briga entre comprados e vendidos em dia de Ptax, a divisa norte-americana à vista foi de 5,7889 reais na máxima do pregão — alta de 0,44% — para 5,7460 na mínima — queda de 0,30% — em menos de uma hora de negociações.

Colaborando para a volatilidade, vários analistas citaram a aproximação de um fim de semana prolongado, marcado pelo feriado do Dia de Finados na segunda-feira. As negociações no mercado local retornam justamente no dia da eleição presidencial nos Estados Unidos.

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A proximidade da data da acirrada disputa entre o atual presidente, Donald Trump, e seu adversário democrata, Joe Biden, tem deixado os investidores nervosos, uma vez que o resultado segue nebuloso. Além disso, o evento significa mais um obstáculo para as negociações de novos estímulos fiscais na maior economia do mundo, que provavelmente só serão implementados depois que os norte-americanos forem às urnas.

Enquanto isso, a segunda onda de infecções por coronavírus, com consequente reimposição de lockdowns, segue pesando sobre os mercados. Esta semana foi marcada pelo aumento global de casos em mais de 500 mil pela primeira vez, com França e Alemanha, duas gigantes europeias, se preparando para novas paralisações.

“O avanço da Covid-19 nos Estados Unidos e na Europa, que pela segunda vez ameaça o crescimento das economias globalizadas, bem como as indefinições quanto ao pacote de ajuda e as eleições norte-americanas, sustentam o pessimismo dos agentes nesse última dia do mês de outubro”, disse em nota Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, citando também a volatilidade devido à formação da Ptax e ao feriado de segunda-feira.