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O cenário também foi de oscilação dos preços do café em agosto, ainda que as altas tenham prevalecido

O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima terminou o dia 31 a R$ 749,71/sc, elevação de 4,8% em relação ao último dia útil de julho. O tipo 7/8 fechou a R$ 738,91/sc, avanço de 4,9% no acumulado de agosto.

O aumento dos preços do robusta está atrelado à presença cada vez mais forte da indústria no mercado, ainda que com negociações envolvendo pequenos lotes. Vendedores seguem estocando os cafés, à espera de preços ainda mais elevados.

Além disso, agências de notícias internacionais apontam que a seca no Vietnã é outro fator para as altas dos preços externos do robusta e, consequentemente, internos, devido aos possíveis impactos na produção vietnamita, o que aumentaria a procura dos cafés brasileiros.

No campo, agentes seguem atentos ao clima. Em Rondônia, muitos produtores têm induzido a florada com irrigação, mas estão preocupados com a ausência de chuvas. No Espírito Santo, o panorama é similar, mas as rajadas de vento preocupam os agentes, devido à queda de folhas nos cafezais.

O acumulado de chuvas em agosto, segundo o Inmet, foi de 38,6 mm em Porto Velho (RO) e de apenas 8 mm em Linhares (ES) entre 1º e 31 do mês.

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Colheita do café arábica

As atividades devem ser finalizadas nos próximos dias. Levantamentos do Cepea mostram que cerca de 95% do café arábica já tenha sido colhido nacionalmente, restando apenas a finalização de varrições.
Regionalmente, o Noroeste do Paraná já finalizou a colheita. Na região de Garça (SP), a atividade também está próxima de terminar, somando entre 95% e 99%.