Boi gordo hoje: arroba dá salto positivo; veja as cotações

Publicado: 29/01/2026
Atualizado: 29/01/2026
Boi gordo hoje: arroba dá salto positivo; veja as cotações

Confira a alta da arroba do boi gordo impulsionada pela demanda de exportação e restrição de oferta. Veja as cotações atualizadas em São Paulo, Goiás, Minas Gerais e mais.

Não é um movimento explosivo, mas é firme. Em algumas regiões, a valorização diária já passa de dois reais por arroba. Em outras, o avanço é mais contido, mas ainda assim positivo. O recado do mercado é claro: quem tem boi padrão está encontrando mais espaço para negociar, principalmente quando atende às exigências das plantas habilitadas à exportação.

Arroba reage no físico

São Paulo segue como referência e voltou a subir. A arroba do boi gordo está cotada a R$ 327,50, contra R$ 325,00 do dia anterior. A alta reflete o aperto na oferta de animais terminados e a postura mais cautelosa dos pecuaristas, que seguram o gado quando percebem dificuldade das indústrias em preencher as escalas.

Em Goiás, a cotação média chegou a R$ 313,93, levemente acima do dia anterior. Minas Gerais apresentou um dos avanços mais perceptíveis, com a arroba em R$ 316,76, subindo mais de quatro reais em relação à referência anterior. Já em Mato Grosso do Sul, o valor médio é de R$ 314,43, enquanto Mato Grosso registra R$ 307,23.

Esses números mostram um mercado mais firme, mas ainda bastante regionalizado. A diferença entre praças continua grande, e fatores como logística, padrão do animal e relação histórica com o frigorífico pesam bastante na formação do preço final.

Oferta curta sustenta preços

O principal pilar dessa alta é a oferta restrita. Muitos produtores reduziram o ritmo de venda no fim do ano e início deste, seja por estratégia, seja por questões climáticas que atrasaram o acabamento do gado. Com isso, as escalas de abate não avançam com facilidade.

Frigorífico nenhum trabalha confortável quando precisa buscar boi no curto prazo. Isso abre espaço para negociações melhores, principalmente para lotes fechados e animais com boa padronização. Em várias regiões, as escalas seguem curtas, obrigando a indústria a pagar um pouco mais para garantir o volume necessário.

Vale lembrar que esse cenário não significa falta total de boi, mas sim um equilíbrio mais favorável ao produtor no momento. Quem acompanha o mercado sabe que essa relação muda rápido, conforme entram animais de confinamento ou melhora o ritmo de entrega.

Exportação segue firme

A demanda externa continua sendo um suporte importante para o boi gordo. O início do ano costuma trazer um fluxo constante de exportações, e isso ajuda a manter a indústria compradora, especialmente nas plantas voltadas ao mercado internacional.

Quando a exportação anda bem, o frigorífico tem mais segurança para pagar melhor pela matéria-prima. Isso não significa repasse integral ao produtor, mas sustenta o mercado em patamares mais altos, mesmo quando o consumo interno mostra sinais de enfraquecimento.

Outro ponto que entra nessa conta é o câmbio. O dólar comercial fechou com leve alta, cotado a R$ 5,2074 para venda. Não é uma variação grande, mas qualquer movimento de valorização da moeda americana ajuda a manter a competitividade da carne brasileira lá fora.

Consumo interno pressiona

Se no campo a arroba sobe, no atacado o cenário é mais travado. Os preços da carne mostram acomodação, e a expectativa no curto prazo é de pressão negativa. O consumidor está mais seletivo e tem priorizado proteínas mais baratas.

O quarto traseiro está cotado a R$ 26,00 por quilo. O quarto dianteiro aparece a R$ 18,00, enquanto a ponta de agulha gira em torno de R$ 17,50. Esses valores refletem um mercado que encontra dificuldade para repassar aumentos ao varejo.

Frango, ovos e embutidos seguem ganhando espaço no carrinho de compras. Isso limita o fôlego da carne bovina no mercado interno e exige atenção do produtor. Quando o atacado não reage, o frigorífico tende a segurar a mão na compra, mesmo com oferta curta. Clique aqui e acompanhe o agro.

O que observar agora

Para os próximos dias, o produtor precisa acompanhar alguns pontos-chave. O primeiro é o comportamento das escalas de abate. Se continuarem curtas, a arroba tende a se manter firme. Qualquer alongamento rápido pode esfriar as negociações.

Outro fator é a entrada de gado confinado. Dependendo do volume e da concentração regional, pode haver pressão em determinadas praças. Também vale ficar atento ao câmbio e ao ritmo das exportações, que seguem como termômetro importante para a indústria.

No fim das contas, o mercado do boi gordo segue exigindo leitura fina e negociação no detalhe. Quem conhece seus custos, sabe o ponto de entrega do animal e acompanha o mercado diariamente sai na frente. A arroba subiu, o cenário melhorou, mas cautela continua sendo palavra-chave.

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Escrito por

Redação

Especialista em notícias e análises do mercado agropecuário.