Ao andar nesta época do ano pela região de Itapetininga, no sudoeste de São Paulo, dá para encontrar plantações de milho, trigo e aveia em diferentes estágios de desenvolvimento. O que não se vê é lavoura de soja.
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O cultivo do principal grão do nosso agronegócio precisa respeitar o vazio sanitário. O consultor agronômico João Celso Collaço Júnior explica que a cultura da soja sofre com a ocorrência da ferrugem asiática, uma doença responsável por redução significativa da produtividade.
O vazio sanitário é adotado para evitar a propagação do fungo causador da doença. Em São Paulo, a medida entrou em vigor em 15 de junho e vai até 15 de setembro. Na fazenda de José Paifer, toda a área que vai receber soja é ocupada atualmente por trigo e aveia.
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As duas culturas são importantes na programação da propriedade. O trigo ajuda com nutrientes e prepara o solo para o próximo plantio de soja, além de gerar lucro. Já a aveia vai servir para formar a palhada, ajudando a manter a temperatura e a umidade do solo, incluindo o controle de plantas daninhas.
Paifer diz que, durante o vazio sanitário, faz uma dessecação para que não fique nenhuma planta de soja. A ideia é evitar que alguma planta permaneça no local e sirva para propagar a ferrugem.




