Nesta quinta-feira(26), a equipe do Agronews teve o privilégio de participar da “OpenAg Experience“, realizada na Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola (EPDA) da UPL, em Pereiras (SP). Logo na chegada, fomos recebidos com simpatia pelo CEO da UPL Brasil, Rogério Castro, pela Diretora Global de P&D Mariana Amaral, além de toda a equipe de desenvolvimento. “É uma alegria ter vocês aqui na nossa casa de pesquisa e inovação, temos muito orgulho de apresentar os resultados alcançados aqui nesse espaço de soluções para a agricultura.”, saudou o CEO.

O evento foi preparado com atenção aos mínimos detalhes — o que já dizia muito sobre o compromisso da empresa não só com a ocasião, mas com o seu dia a dia voltado à inovação.
A EPDA impressiona já pela estrutura: são 70 hectares de área, dos quais 26 são cultiváveis. Curiosamente, chegam a plantar até 42 hectares, graças ao cultivo em segunda época. A proposta ali é simular o que acontece numa fazenda de verdade, com todos os desafios que o agricultor enfrenta. Essa abordagem garante que os testes feitos sejam relevantes e os produtos levem, de fato, soluções viáveis ao campo. A estação, vale lembrar, tem aval do Ministério da Agricultura e todas as certificações necessárias para atuar no país.

Dentro da EPDA, encontramos sete laboratórios bem equipados — de entomologia a tecnologia de aplicação, passando por fitopatologia, herbicidas, nematologia, tratamento de sementes e manipulação de produtos. O de nematologia, aliás, se tornou referência internacional.
Mas a atuação da UPL vai além de Pereiras. A empresa mantém nove centros de pesquisa espalhados pelo mundo — no México, Reino Unido, Espanha, Índia (duas unidades), Indonésia, Vietnã e outro aqui mesmo no Brasil, em Ituverava (SP). Só no país, são quase 2 mil ensaios realizados anualmente, com cerca de 600 apenas na estação de Pereiras. Segundo Mariana Amaral, “os resultados do Brasil influenciam diretamente outros mercados, ajudando a moldar lançamentos em nível global”.

Um ano de inovações e o espírito “OpenAg”
Durante nossa visita, uma novidade chamou atenção: a UPL lançou, num único ano, dez novos produtos. Rogério Castro, com 35 anos de estrada no setor, admitiu nunca ter visto nada igual. Muitos desses produtos estavam aguardando liberação regulatória há mais de uma década. Entre os destaques: Constel, Kashmir, Luminus, Nuvita, Olea, Propose e Thunder — todos pensados para combater pragas, doenças e plantas daninhas que resistem aos métodos tradicionais. “Tudo foi desenvolvido aqui no Brasil, do começo ao fim”, frisou Castro.

E ainda vem mais por aí. O 11º lançamento, um Mancozeb líquido chamado Livo, está na fila aguardando registro. No geral, um novo produto pode levar cerca de 10 anos entre o início das pesquisas e a chegada ao mercado — boa parte desse tempo esbarra nas exigências legais do país.
A filosofia que guia tudo isso se chama “OpenAg” — uma agricultura aberta à colaboração e inovação. Isso significa, na prática, estar atento às demandas do campo, ouvir quem está na lida e agir rápido diante de novas pragas ou desafios, como o recente aumento da cigarrinha. Para isso, a UPL trabalha com uma rede ativa de consultores, universidades, instituições e pesquisadores que testam, avaliam e melhoram os produtos desde o início. O objetivo? Criar soluções que façam sentido na lavoura brasileira — não apenas importar o que funciona lá fora.
Sustentabilidade, de fato

Um dos momentos mais ricos da visita foi a conversa sobre sustentabilidade. Fizemos uma pergunta extremamente relevante: como comunicar de forma clara ao público urbano que o agronegócio pode, sim, ser sustentável?






