A Agropecuária Jacarezinho, referência nacional na seleção de Nelore com o Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP), documento outorgado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), foi uma das primeiras empresas no País a utilizar informações genômicas no trabalho de reprodução de bovinos.

A grande vantagem dessa tecnologia é apontar, com maior segurança e de forma antecipada, quais animais devem permanecer no processo de seleção (mesmo que ainda muito jovens), agregando confiabilidade às características já mensuradas pelos programas de seleção.

Nos touros jovens, o ganho de confiança de que eles podem transmitir sua genética aos filhos é de mais de 70% e com isso antecipa-se o processo de seleção desses touros em três anos.

Os números demonstram a eficácia do trabalho. Na Agropecuária Jacarezinho Fazenda Nova Terra (BA), 1,4 mil bezerros, criados no pasto por 17 meses e confinados por mais três meses, foram abatidos com 20 arrobas e 57% de rendimento de carcaça, números superiores aos rebanhos comerciais.

Rafael Zonzini, gerente corporativo de pecuária, reforça a importância da utilização das informações genômicas para a produção da empresa. “Utilizamos, de maneira pioneira no Brasil e em larga escala a tecnologia genômica, o que resulta na multiplicação da melhor dessa genética para a produção da pecuária brasileira”, afirma.

O CEO da Jacarezinho, Ian Hill, afirma que reprodutores e matrizes da Jacarezinho possuem o CEIP – Certificado Especial de Identificação e Produção, emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Apenas um terço dos animais geneticamente superiores possuem esse selo”, completa.

O trabalho desenvolvido pela Jacarezinho na transmissibilidade de características para seus descendentes despertou o interesse das principais empresas de genética bovina do país. No total são 46 animais AJ produzindo sêmen nas centrais da ABS NEO, Alta Genetics, CRI Genética, CRV Lagoa, e Semex do Brasil.