Câmbio mais fraco ajusta custos e receitas do produtor neste início de ano.
O dólar à vista abriu esta quarta-feira em leve queda no mercado brasileiro, recuando 0,08% e sendo negociado a R$ 5,3715. O movimento reflete a reação dos investidores a dados econômicos divulgados nos Estados Unidos, que reforçaram um ajuste técnico após a recente volatilidade do câmbio.
Dados dos EUA pressionam a moeda
Segundo o resumo_técnico, o comportamento do dólar hoje está diretamente ligado à leitura de indicadores americanos, que influenciam as expectativas sobre juros e atividade econômica. Mesmo sem uma mudança brusca no cenário internacional, o mercado optou por reduzir posições defensivas, favorecendo moedas emergentes como o real.
A média diária para compra do dólar foi de R$ 5,3758 no último fechamento disponível, referente a 13/01/2026, conforme dados do Ipeadata. Isso mostra que, apesar da queda pontual, o câmbio ainda opera em um patamar elevado quando comparado à média recente.
Volatilidade segue no radar do produtor
Nos últimos sete dias, o dólar apresentou mínima de R$ 5,3713 e máxima de R$ 5,3985, evidenciando uma variação acumulada próxima de 0,25%. Essa oscilação, embora moderada, é suficiente para alterar margens em operações de exportação e na formação de custos de insumos dolarizados.
Para o produtor rural, especialmente quem atua com grãos voltados ao mercado externo, o câmbio continua sendo um fator-chave de decisão. Um dólar mais fraco tende a reduzir a paridade de exportação, enquanto altas rápidas podem melhorar a receita em reais, mas encarecer fertilizantes e defensivos.




