Juro em queda pode aliviar custo e destravar valor das empresas do agro.
Estrategistas mantêm visão positiva para as ações brasileiras nesta semana, com o mercado antecipando um possível afrouxamento monetário à frente. Para o agro, o impacto direto passa pelo custo financeiro e pela sustentação de margens em um momento em que os preços físicos seguem pressionados.
Soja pressiona margens e reforça peso do juro
No mercado físico, a soja continua testando a rentabilidade do produtor. O Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná fechou em R$ 124,44/sc em 14/01/2026, com baixa diária de 0,40%. Já o preço físico médio nacional CEPEA ficou em R$ 130,90/sc em 13/01/2026, recuando 0,12% no dia e acumulando queda de 7,17% no período.
No Mato Grosso, as principais praças registraram quedas mais intensas, como Rondonópolis a R$ 111,00/sc (-2,20%) e Sorriso a R$ 104,00/sc (-0,76%). Com preços nesse patamar, qualquer alívio no custo financeiro passa a ser determinante para preservar caixa e sustentar investimentos.
Exportação e câmbio limitam reação do físico
A paridade de exportação segue como teto para o mercado interno. Em 13/01/2026, a paridade média para o Mato Grosso foi de R$ 99,45/sc, enquanto praças como Alto Araguaia marcaram R$ 108,02/sc. O câmbio forte pressiona a conta e reduz o espaço de reação, deixando a margem operacional extremamente sensível quando o preço físico se aproxima desses níveis.
Esse cenário reforça a leitura dos estrategistas: juros mais baixos tendem a favorecer empresas listadas ligadas ao agro, ao reduzir despesas financeiras em um ambiente de preço comprimido.




