• Soja (MT)R$ 134,05+0.34%
  • Milho (MT)R$ 43,17-0.96%
  • Algodão (MT)R$ 127,73+0.72%
  • Boi Gordo (MT)R$ 354,00+0.35%
  • Leite (MT)R$ 2,39-0.30%

Oferta restrita de boi gordo dispara cotações e abre margem recorde de preço frente às fêmeas

A pecuária brasileira vive um momento de forte valorização nas praças de comercialização, impulsionado por uma mudança expressiva na dinâmica de oferta e demanda

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Boi pecuária

No mercado paulista, os preços do boi gordo pronto para o abate vêm apresentando uma alta significativamente mais intensa do que os valores praticados para as fêmeas. Esse movimento de valorização acelerada resultou no maior distanciamento de preços entre as duas categorias para um mês de outubro desde o ano de 2022, consolidando uma vantagem expressiva e rentável para a cotação do macho segundo dados do Cepea.

A causa fundamental dessa disparada reside no gargalo da oferta. Desde o início deste ano, a disponibilidade de machos terminação pronta tem se mostrado extremamente restrita nas principais regiões produtoras. O arrocho no fornecimento de machos contrasta diretamente com o cenário observado para as matrizes e novilhas, uma vez que a oferta relativa de fêmeas permanece em patamares mais elevados. Por apresentarem maior volume de disponibilidade nos currais, as fêmeas têm desempenhado um papel central no abastecimento do mercado interno, contendo a alta de suas cotações em comparação ao ritmo acelerado do boi gordo.

Esse descompasso entre a procura das indústrias frigoríficas e a disponibilidade de animais nos pastos e confinamentos tem afetado de forma direta a programação operacional do setor produtivo. As escalas de abate seguem encurtadas em diversas praças pecuárias do país, obrigando os compradores a trabalharem com margens operacionais apertadas. Na parcial registrada neste mês, a média de dias cobertos pelas escalas de abate recuou de forma generalizada quando comparada aos números apurados em setembro, com quedas relevantes observadas nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Pará.

Para o produtor rural, este cenário reforça a importância do planejamento estratégico no momento da desova e da negociação do lote. Com frigoríficos enfrentando dificuldades reais para preencher suas escalas semanais e uma escassez de machos terminados que deve perdurar no curto prazo, a retenção estratégica e a leitura atenta do mercado tornam-se ferramentas indispensáveis para maximizar a lucratividade da boiada. A tendência aponta para um mercado físico altamente pressionado, onde o macho valorizado continua sendo o grande protagonista das negociações do setor. Clique aqui e acompanhe o agro.

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Sobre o autor

Dannì Galvão

Cofundadora e Especialista em Mercado Financeiro11+ anos de experiência

Cofundadora do Agronews, empresária e especialista em mercado financeiro. Acompanha as movimentações do setor, desde cotações e tendências de mercado até análises técnicas e eventos do agronegócio.

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