Mapa estudará possibilidade de pedir a exclusão do produto da lista do bloco econômico

 

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defende a exclusão do leite da lista de produtos do Mercosul beneficiados pelo livre comércio, a exemplo do que já ocorre com o açúcar, como forma de acabar com as distorções no mercado brasileiro provocadas pelas importações do produto do Uruguai. “Vamos fazer estudos para avaliar essa possibilidade, inclusive já comuniquei isso ao presidente Michel Temer e ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes”, disse Maggi, ao participar neste sábado (26) da abertura da 40ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio (RS).

Representantes de entidades e cooperativas do setor leiteiro, como a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), têm procurado Maggi para reclamar da excessiva quantidade de leite importado do Uruguai e debater medidas para reequilibrar o mercado nacional, evitando, assim, uma grande depreciação de preço. Segundo o ministro, o problema afeta a cadeia leiteira em todo o país, especialmente nos estados com grande produção, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Em entrevista coletiva na Expointer, o ministro também adiantou que o Brasil deve se tornar livre de aftosa sem vacinação até 2021 ou 2022. O cronograma prevê que o fim da imunização comece pela Região Norte até chegar ao Sul. Maggi confirmou ainda a retirada da saponina dos componentes da vacina. A substância é apontada dos possíveis causas da formação de abcessos nos animais após a imunização. Além disso, assinalou, a dose será reduzida de 5ml para 2,5ml.

Homenageado com a Medalha Assis Brasil, entregue pelo governador gaúcho, Ivo Sartori, o ministro destacou que o Mapa, mesmo num momento de dificuldade econômica, tem apoiado o RS. “Neste ano, já destinamos R$ 68 milhões a prefeituras do estado para compra de máquinas e equipamentos.” O RS, acrescentou, não pode deixar receber ajuda do governo federal por ser o berço da agricultura nacional.

Desburocratização