O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na noite de 25 de outubro que identificou um novo foco da doença de Newcastle em um estabelecimento avícola de Coronel Freitas (SC). A nota, atualizada na manhã desta segunda-feira, 26 de outubro, diz que a detecção ocorreu durante a vigilância intensificada e que o despovoamento sanitário das aves já começou.
Novo foco ficou dentro do perímetro de emergência
O primeiro foco na região foi confirmado em 18 de outubro, em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba. A emergência zoossanitária por 60 dias abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Para entender o caso, leia a reportagem sobre a primeira ocorrência e a granja com cerca de 6 mil perus.
Como Coronel Freitas já estava incluído na área de emergência, o novo foco foi encontrado dentro do perímetro sanitário. O Mapa informou que, pela proximidade entre os estabelecimentos, foi necessário apenas um pequeno ajuste na área de restrição. Em atualização publicada em 24 de outubro, a Cidasc disse que mais de 70% da zona de vigilância do novo foco se sobrepunha à área já rastreada.
Vigilância já cobria a maior parte da região
A Cidasc-SC informou que a confirmação laboratorial do foco em Coronel Freitas ocorreu entre 23 e 24 de outubro, em um núcleo de perus de corte. No balanço estadual divulgado no dia 24, 15 granjas comerciais tinham testado negativo; as aves de um núcleo vizinho também estavam livres do vírus e haviam sido liberadas para abate regular.
Até aquela data, a companhia relatava mais de 160 propriedades comerciais e 317 criações de subsistência vistoriadas, além de 78 coletas de amostras. Quatro barreiras sanitárias móveis e fixas operavam 24 horas por dia. Já a nota mais recente do Mapa informa que o Serviço Veterinário Oficial iniciou investigação epidemiológica, vigilância e contenção na propriedade atingida. O comunicado federal não informa quantas aves há no novo estabelecimento.
Origem em pombos e efeito nas exportações seguem em aberto
Há uma diferença a esclarecer entre os comunicados oficiais. Em 24 de outubro, a Cidasc informou que detectou o vírus em pombos de vida livre em Marema e relacionou a transmissão ao foco comercial de Coronel Freitas. No dia seguinte, o Mapa descreveu a detecção de paramixovírus aviário tipo 1 em pombos fora da área de emergência como uma ocorrência sem relação epidemiológica com os focos comerciais. A nota federal não identifica o município dos pombos, e os comunicados não esclarecem se tratam do mesmo episódio.
Na última atualização específica do Mapa sobre restrições comerciais, publicada em 21 de outubro, Malásia e México suspendiam importações de determinados produtos avícolas de todo o Brasil. Arábia Saudita, China e Chile aplicavam restrições a produtos de Santa Catarina. A nota sobre o novo foco não atualizou essa lista; portanto, o impacto comercial específico da ocorrência em Coronel Freitas ainda não foi informado. O Mapa também reiterou que produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para consumo.
Até a atualização federal desta segunda-feira, a área permanecia sob vigilância e as medidas sanitárias estavam em andamento. O número de aves no novo estabelecimento e eventuais mudanças nas restrições comerciais ligadas a esse foco continuam sem divulgação oficial. Vamos continuar acompanhando os desdobramentos.
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Sobre o autor
Vicente Delgado
DRT 2364/MT
Editor-Chefe e Fundador24+ anos de experiência
Jornalista e fundador do Agronews, atua desde 2002 em produção audiovisual e cobertura do agronegócio brasileiro, com foco em commodities, política agrícola, pecuária e eventos do setor.