• Soja (MT)R$ 134,51-0.14%
  • Milho (MT)R$ 44,86-1.23%
  • Algodão (MT)R$ 127,33+0.44%
  • Boi Gordo (MT)R$ 349,64+0.14%
  • Leite (MT)R$ 2,39-0.30%

Manejo do solo e ZARC são ferramentas para produtor reduzir riscos climáticos

Em condições como esta, que tendem a ser mais frequentes, o manejo de excelência do solo e o uso de informações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) são fundamentais para reduzir os riscos de perdas.

mercado da soja

A safra 2023/2024 tem sido desafiadora para a maior parte dos agricultores mato-grossense devido às altas temperaturas associadas ao menor volume de chuva em momentos cruciais para o desenvolvimento das lavouras

Conforme dados do primeiro Boletim Agrometeorológico desta safra, publicado pela Embrapa Agrossilvipastoril em novembro, a precipitação acumulada em praticamente todo estado de Mato Grosso ficou abaixo das médias esperadas para o período. A irregularidade das chuvas causou problemas em muitas lavouras e, em alguns casos, levou à necessidade de replantio.

Dados da estação meteorológica da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, registraram o menor volume de chuvas entre agosto e novembro dos últimos cinco anos. O período ainda foi marcado por recordes históricos de temperaturas médias.

“Essas altas temperaturas trazem uma situação bastante desafiadora para o sistema produtivo, pois as culturas precisam de mais água no solo para atender a demanda evapotranspirativa.

Cornélio Zolin – pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

De acordo com Zolin, para reduzir os riscos de perda de produtividade em condições adversas como estas, o produtor deve fazer um trabalho constante de manejo de excelência do solo.

O produtor precisa buscar cada vez mais melhorar a cobertura desse solo, revolver o mínimo possível, fazer rotação, fazer integração, usar diferentes tipos de culturas e consórcios, para que ele possa melhorar o perfil do solo e diminuir a compactação. Tem que possibilitar que a planta desenvolva ao máximo o seu sistema radicular para que ela possa explorar regiões mais profundas do solo e assim ser mais resiliente frente a condições climáticas adversas como essas que estamos enfrentando no ano agrícola 2023/2024.

Cornélio Zolin – pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

A Embrapa Agrossilvipastoril vem trabalhando com opções de consórcios forrageiros que atendem a essas demandas, seja em sistemas de plantio direto ou em sistemas de integração lavoura-pecuária. Há opções de consórcios que visam a descompactação do solo, a ciclagem de nutrientes, o aumento de matéria orgânica ou mesmo a mitigação de nematoides.

ZARC

ZARC

Outra ferramenta importante para reduzir riscos de perdas causadas pelas adversidades do clima é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). O ZARC orienta a janela ideal de semeadura de cada cultura, em cada município brasileiro, conforme o ciclo produtivo e o tipo de solo.

Junto a isso, melhorias em relação aos níveis de manejo também serão incorporados no zoneamento. E tudo isso forma um conjunto de ferramentas que orienta o processo produtivo de modo que o produtor possa reduzir ao máximo os riscos que são provenientes dessas condições adversas.

Cornélio Zolin – pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

O ZARC define as janelas de semeadura conforme diferentes níveis de risco, com 20, 30 e 40% de chances de perda. Essa ferramenta também orienta instituições financeiras em relação ao financiamento de safra e ao seguro agrícola.

O zoneamento de cada cultura pode ser conferido no aplicativo Plantio Certo, disponível para download gratuito para dispositivos móveis com sistema Android ou iOS.

Por Gabriel Faria/Embrapa Agrossilvipastoril

ZARC

Veja também: Preços da soja estão oscilando, confira!

No mercado da soja, oscilações desafiam produtores em meio a tendência de queda.

O mercado da soja continua a desafiar produtores e investidores, com oscilações significativas marcando a última semana. Enquanto algumas altas pontuais trouxeram alívio, a tendência predominante aponta para quedas, desafiando as expectativas do setor.

A semana foi marcada por uma montanha-russa de variações nos preços internos da soja. Embora tenha havido momentos de otimismo impulsionados pelo ritmo acelerado das exportações e pela menor produtividade nas primeiras colheitas, as quedas persistiram. Essa dinâmica complexa foi influenciada por diversos fatores, desde a disponibilidade regional da commodity até as demandas internas enfraquecidas. Clique aqui e veja na íntegra.

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Sobre o autor

Dannì Galvão

Cofundadora e Especialista em Mercado Financeiro11+ anos de experiência

Cofundadora do Agronews, empresária e especialista em mercado financeiro. Acompanha as movimentações do setor, desde cotações e tendências de mercado até análises técnicas e eventos do agronegócio.

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