• Soja (MT)R$ 134,70-0.38%
  • Milho (MT)R$ 45,42-0.94%
  • Algodão (MT)R$ 126,78+0.10%
  • Boi Gordo (MT)R$ 349,17+0.12%
  • Leite (MT)R$ 2,39-0.30%

Safra de café 2027/28 abre com boa florada, mas El Niño e calor extremo ligam alerta no campo: Entenda os riscos de abortamento

As floradas vieram dentro das expectativas e o pegamento inicial dos frutos se mostra promissor na maior parte dos cafezais. Contudo, a euforia do momento dá lugar a uma postura de cautela extrema: o clima instável, marcado por ondas de calor intenso e pela ameaça do fenômeno El Niño nos próximos meses, colocou os cafeicultores em estado de alerta máximo devido ao risco real de abortamento dos chumbinhos.

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Cotações do café arábica e como proteger o investimento em ano volátil

O pontapé inicial da safra de café 2027/28 trouxe um suspiro de alívio para a maioria das regiões produtoras do Brasil, veja a seguir

No cenário atual, o calor excessivo é o vilão que mais preocupa os produtores no curto prazo. No Cerrado Mineiro, a dinâmica do clima tem desafiado o manejo das lavouras. Relatos de cafeicultores e agentes do setor indicam que as pancadas de chuva isoladas têm sido seguidas de imediato por dias de sol forte e temperaturas elevadas. Esse contraste térmico brusco e o estresse fisiológico gerado na planta impedem uma confirmação precipitada da produtividade. A avaliação definitiva sobre o real índice de pegamento e vingamento dos frutos no Cerrado só poderá ser cravada por volta de dezembro, quando os frutos saírem do estágio inicial.

Na Região Paulista, o tom também é de apreensão. O grande receio dos cafeicultores locais é de que o calor escaldante, associado aos efeitos do El Niño ao longo das próximas semanas, desencadeie uma onda de abortamento dos frutos recém-formados. O estresse hídrico e térmico durante a fase de chumbinho é crucial, pois pode comprometer severamente o potencial produtivo da safra antes mesmo do enchimento dos grãos.

Apesar das incertezas térmicas, há um fator positivo que tem sustentado o otimismo no campo: a presença regular de chuvas na maior parte das praças produtoras. Essa umidade acumulada tem sido fundamental para dar força às plantas e permitir a sustentação dos frutos nos pés até este momento. O volume de precipitação ajuda a amenizar o impacto do sol forte, criando uma barreira de proteção temporária para o cafezal.

Diante desse cenário dinâmico, o cafeicultor precisa acompanhar de perto a evolução das condições meteorológicas e manter o manejo nutricional e hídrico rigorosamente em dia. A safra 2027/28 começou bem, mas a consolidação de uma colheita volumosa dependerá de como o clima vai se comportar até o final do ano. A atenção na lavoura precisa ser diária para proteger o investimento feito e mitigar as perdas na fase mais sensível do ciclo cafeeiro. Clique aqui e acompanhe o agro.

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Sobre o autor

Dannì Galvão

Cofundadora e Especialista em Mercado Financeiro11+ anos de experiência

Cofundadora do Agronews, empresária e especialista em mercado financeiro. Acompanha as movimentações do setor, desde cotações e tendências de mercado até análises técnicas e eventos do agronegócio.

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