Com início de comercialização em outubro deste ano para atender a safra 2017/2018, o primeiro inseticida à base de Baculovirus spodoptera contra a lagarta-do-cartucho será ofertado por uma rede de parceiros comerciais da Vitae Rural Biotecnologia
O CartuchoVIT, lançado no último dia 12 de maio em Uberaba-MG, resultado de parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo e o Grupo Vitae Rural, será disponibilizado em canais de venda que atendam tanto os agricultores familiares quanto os da agricultura empresarial. “O CartuchoVIT será vendido em lojas de varejo, acessível aos agricultores que plantam em pequenas áreas, ou por venda direta e em distribuidores, facilitando a comercialização para grandes produtores”, explica Paulo Bittar, sócio-proprietário da Vitae Rural.
Um dos grandes desafios enfrentados pela equipe técnica durante a fase de industrialização do CartuchoVIT é tornar o inseticida ainda mais resistente à exposição da radiação ultravioleta. A recomendação de aplicação do produto na lavoura é após as 16 horas, já que a luz do sol destrói o baculovírus, tornando-o ineficaz contra a lagarta. Durante o lançamento, o empresário adiantou que a Vitae Rural já possui uma fórmula desenvolvida com mais proteção. “É um caminho de fórmula fechada, que temos que trilhar junto ao Ministério da Agricultura. Vamos fazer ainda a parte regulatória e acredito que dentro de três anos ofertaremos essa nova versão”, adianta Bittar. Ela é identificada como premium pela equipe desenvolvedora.
Posicionamento no mercado
Segundo o pesquisador Fernando Valicente, da Embrapa Milho e Sorgo, disponibilizar um produto biológico no mercado e mantê-lo eficiente durante seu tempo de prateleira é o mais desafiador. “Foram anos a fio de investimentos, de experimentos em laboratórios e em campos para tornar o produto viável. O balanço é altamente positivo, já que a cada ano presenciamos ataques mais agressivos da lagarta-do-cartucho e, consequentemente, quantidades maiores de inseticidas químicos sendo aplicados. Dessa forma, o baculovírus vem para dar um equilíbrio nesse contexto”, explica. “A Embrapa tem um papel fundamental na transferência dessa tecnologia. Aliada à capacidade produtiva do grupo Vitae Rural, a tendência é aumentar a produção para atender a demanda crescente nas fronteiras agrícolas do país”, completa o pesquisador.



