O mercado do arroz vive um momento de transformação histórica, veja a seguir.
Pela primeira vez em 21 anos, o país registrou um volume de importações superior às exportações, marcando uma inversão no comportamento da balança comercial que há seis anos apresentava superávit. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume importado de arroz em casca em 2024 alcançou 1,49 milhão de toneladas, superando as 1,41 milhões de toneladas de 2023.
Esse resultado contrasta com as exportações, que somaram 1,42 milhão de toneladas em 2024, uma redução significativa em relação ao volume de 1,75 milhão de toneladas registrado no ano anterior. Essa diferença de aproximadamente 74 mil toneladas no saldo comercial reflete uma dinâmica de mercado cada vez mais complexa.
Mercado do arroz

Enquanto o mercado internacional experimenta essas mudanças, o preço do arroz no mercado interno parece ter encontrado certa estabilidade, especialmente nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul.
O estado, responsável por grande parte da produção nacional, viu os valores do arroz alcançarem um nível de suporte. Embora não esteja claro se essa estabilidade é definitiva, os produtores locais têm enfrentado desafios crescentes, incluindo custos de produção elevados e a necessidade de competir com o produto importado.
Os desafios e perspectivas
Especialistas apontam para uma combinação de fatores que levaram a esse cenário. Entre eles, destacam-se as condições climáticas adversas que impactaram a produção nacional e a maior competitividade do arroz importado, que chega ao Brasil com preços mais atrativos para determinados mercados. Além disso, a volatilidade cambial tem exercido pressão tanto sobre os custos de importação quanto sobre a rentabilidade das exportações.




