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Ibovespa recupera 163 mil pontos com alta de blue chips nesta 4ª

Redação
14/01/2026 às 18:16
Ibovespa recupera 163 mil pontos com alta de blue chips nesta 4ª

Bolsa reage apesar de Wall Street em queda e sustenta visão otimista para 2026.

O Ibovespa voltou a ganhar tração nesta quarta-feira, recuperando o patamar de 163 mil pontos após duas sessões consecutivas de baixa. O movimento foi puxado principalmente pela valorização das blue chips, em um pregão marcado pelo descolamento em relação às bolsas internacionais.

Blue chips lideram reação do índice

Por volta das 14h50, o Ibovespa avançava 1,13%, aos 163.800 pontos, segundo dados da B3. Mais tarde, às 15h41, a alta se intensificou para 1,41%, levando o índice aos 164.262 pontos, com máxima intradiária de 164.338 pontos registrada às 15h40.

Entre os papéis de maior peso, Petrobras, Vale e os grandes bancos sustentaram o desempenho positivo. Itaú PN subiu 0,61%, Bradesco PN 0,38%, Banco do Brasil ON 0,28% e Santander avançou 1,02%. O movimento reforça a leitura de que investidores voltaram a buscar ativos de liquidez e menor risco relativo no mercado doméstico.

Descolamento de Wall Street chama atenção

O desempenho do Ibovespa ocorreu em contraste com o cenário externo. No mesmo horário, os futuros em Nova York operavam no campo negativo, com o S&P 500 futuro recuando 0,41% e o Nasdaq futuro caindo 0,62%. Esse descolamento reforça a percepção de que fatores locais tiveram peso maior na formação de preços ao longo do pregão.

Casas de análise seguem com visão construtiva para o mercado brasileiro. BTG Pactual e Itaú BBA mantêm recomendação de posicionamento acima da média para ações locais, com projeção de o Ibovespa alcançar 185 mil pontos até o fim de 2026, sustentado por valuation atrativo e expectativa de melhora gradual do ambiente macroeconômico.

Dólar firme limita otimismo do produtor

No câmbio, o dólar à vista operava em leve alta, cotado a R$ 5,38 (+0,29%) às 14h50, após oscilar próximo de R$ 5,39 ao longo do dia. O contrato futuro recuava 0,06%, a R$ 5,37. A moeda mais firme tende a sustentar custos financeiros e pressiona decisões de investimento, inclusive no agronegócio.

Não houve divulgação de indicadores agrícolas oficiais nesta data, e o pregão ficou concentrado em fluxo financeiro e expectativas de médio prazo. Para o produtor rural, o sinal é de atenção redobrada: a bolsa reage, mas o câmbio ainda exige cautela no planejamento.

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