Câmbio mais baixo alivia custos, mas volatilidade segue no radar.
O dólar abriu esta quarta-feira (14/01/2026) em leve queda frente ao real, testando mínimas intradiárias em um ambiente de cautela global nos mercados. Às 9h05, o dólar à vista recuava 0,06%, cotado a R$ 5,373, após fechar a terça-feira a R$ 5,3759, com alta marginal de 0,07%. O movimento reflete ajustes técnicos e maior atenção dos investidores a fatores externos e domésticos.
Mercado opera defensivo com cenário internacional
No exterior, o dia começa com investidores mais cautelosos, reduzindo exposição ao risco em meio a incertezas geopolíticas e ajustes nas expectativas de política monetária. Esse comportamento favorece movimentos pontuais de fortalecimento de moedas emergentes, como o real, mas sem tendência firme. O resultado é um dólar oscilando em uma faixa estreita, entre R$ 5,37 e R$ 5,39, conforme indicado também pelos contratos futuros.
Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro de 2026 recuava 0,10% no mesmo horário, negociado a R$ 5,390. Os números reforçam a leitura de um mercado que evita apostas mais agressivas enquanto aguarda sinais mais claros do cenário global.
Atuação do BC busca liquidez e estabilidade
No front doméstico, a atenção se volta para a atuação do Banco Central. Está previsto para esta quarta-feira um leilão de rolagem de até 50.000 contratos de swap cambial, com vencimento em 02/02/2026. A operação tem como objetivo garantir liquidez e suavizar movimentos bruscos no câmbio, sem indicar defesa de um nível específico para a moeda.
Dados do Ipeadata mostram que a média do dólar comercial para compra foi de R$ 5,3758 no dia 13/01/2026, praticamente em linha com as cotações atuais. Isso sugere estabilidade relativa, apesar da volatilidade intradiária.




