A soja ainda tem fatores positivos, mas transita em fundamentos incertos; o boi pode ter pressão; e o governo zera imposto de importação de etanol, mas não segura a Petrobras

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

A safra de soja na América do Sul foi concluída, praticamente, restando um pouquinho no Rio Grande do Sul, e a expectativa para o novo ciclo nos Estados Unidos entra no radar.

Os números que serão consolidados proximamente, sobretudo da colheita no Brasil, mais as intenções de plantio americano vão balizar os preços da commodity.

Deverá haver alguma pressão, porque mesmo que esteja consolidado a perda da oleaginosa por aqui, ainda assim é oferta entrando.

O peso maior deverá ser em relação ao que os produtores americanos pensam em produzir em área.

Porém, nós vimos que recentemente o governo argentino aumentou as ‘retenciones’, o imposto de exportação sobre óleo de soja e farelo, para segurar mais os produtos internamente.

E isso pode ser um fator positivo para as cotações, porque o mercado entende que haverá menos oferta internacional.

A guerra na Ucrânia manterá os vieses que estamos vendo.

Hora impulsionando os preços, com a escapada do petróleo e do trigo. Hora tirando a pressão, ante algum sinal de melhora nas negociações sobre a paz.

Mas é totalmente incerto, ainda, o cenário, inclusive porque a demanda chinesa deu uma estacionada nas últimas duas semanas.

Vinha bem sobre a soja americana, enquanto a brasileira estava cara.

Um bushel da US$ 18 não é uma régua a ser alcançada tão já.

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