Em ano de instabilidade econômica e setorial, e de recuperação da oferta de animais, a Frigol supera as adversidades e, com rígida gestão operacional e financeira, encerrou o 1º semestre de 2017 com indicadores bastante positivos

 

A receita líquida cresceu 8,6% frente ao mesmo período em 2016, passando de R$ 600,57 milhões para 652,03 milhões, e os volumes de abates saltaram 13,5%, de 232 mil animais para 264 mil, em 2017. “O volume de carne desossada também cresceu 26,5% e a produção de linhas especiais evoluiu 53% em relação à primeira metade do ano passado”, informa Luciano Pascon, CEO da Frigol.

No primeiro trimestre de 2017, a Operação Carne Fraca impactou o consumo de carnes como um todo, afetando as vendas da Frigol, que teve o seu resultado comprometido, com redução do ganho líquido em 87,7%, para R$ 1,345 milhão. “No 2º trimestre, porém, tivemos forte aumento da demanda interna e externa. A empresa aproveitou-se de espaços deixados por concorrentes no mercado, fortaleceu sua base comercial, focou na operação e elevou o resultado líquido em 1.726%, passando de R$ 482 mil (2º tri 2016) para R$ 8,788 milhões (2º tri 2017)”, informa Luciano Pascon.

Para o executivo, os resultados apontam para o acerto da estratégia de crescimento da Frigol voltada à rentabilidade. “A atenção às linhas especiais, diversificação de produtos, linhas premium para churrasco gourmet, projeto Açougue Completo, aumento das exportações e melhoria da eficácia operacional proporcionaram consistência ao desempenho da Frigol. Em um ano de bastante instabilidade no setor conseguimos dar sustentação e rentabilidade ao negócio”, ressalta Luciano Pascon.

A Frigol trabalha para fechar 2017 com aumento de 17,2% nos abates de bovinos, 32,5% nos abates de suínos e 26,5% em carne desossada, projetando receita líquida de R$ 1,411 bilhão – crescimento de 15% em relação a 2016. A alavancagem da empresa está entre as menores do segmento (2,1 vezes a dívida líquida/EBITDA), desempenho obtido com consistente geração de caixa nos últimos anos.