Segundo avaliação da FecoAgro/RS, mesmo com as perdas causadas pela geada, colheita deverá ser acima da registrada na safra passada

O desenvolvimento da cultura do trigo é considerado normal no momento, com bom potencial e os produtores realizando os tratos culturais. A informação é do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires. No momento, o cereal está com em torno de 30% em estado vegetativo nas regiões plantadas mais tardiamente, que são as mais frias, como Passo Fundo, Lagoa Vermelha e Vacaria, e outros 70% em florescimento e enchimento de grãos, especialmente nas partes mais quentes que foram plantadas em maio como São Borja, Santa Rosa e as Missões.

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E foram nestas regiões plantadas mais cedo que a geada ocorrida em agosto afetou a produção, com uma perda que pode chegar a 30% da produção. O dirigente avalia que no restante do território gaúcho a quebra deverá ser menor, pois o estágio de desenvolvimento da cultura não era tão suscetível. “Certeza de prejuízos saberemos apenas na colheita, que deve iniciar em outubro”, avalia.

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Para Pires, a expectativa é que não haja novidades negativas em relação à geada e o frio, pois existem previsões, inclusive para esta semana, mas nada, que no entender do presidente da FecoAgro/RS, venha com a mesma força do ocorrido em agosto. “Vamos torcendo para que a normalidade do clima traga uma safra boa, pois prevíamos uma safra que ultrapasse as três milhões de toneladas e sofremos uma queda, porém colheremos uma safra acima de 2,2 milhões da temporada passada”, salienta.