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Leite: Conseleite/MT divulga valores de janeiro/26 com redução

Publicado: 20/01/2026
Leite: Conseleite/MT divulga valores de janeiro/26 com redução

Confira os valores de referência do leite a serem pagos em janeiro de 2026 pelo Conseleite/MT, com redução de 8,3% sobre o mês anterior. Entenda o impacto para produtores

O produtor de leite em Mato Grosso começa 2026 com mais um ajuste para fazer na conta. O Conseleite/MT divulgou os valores de referência que vão balizar os pagamentos de janeiro, referentes ao leite entregue em dezembro de 2025, e o número veio menor. A redução foi de 8,3% em relação ao mês anterior, pressionando ainda mais um custo de produção que já anda apertado.

Para quem vive do leite, não é só uma linha a menos na planilha. É dinheiro que deixa de entrar para pagar ração, energia, manutenção e mão de obra. Em muitas propriedades, especialmente as familiares, qualquer queda no preço do leite exige ajuste rápido, seja no manejo, seja no ritmo de investimento.

Queda pesa no bolso

A redução anunciada pelo Conseleite/MT atinge diretamente a receita mensal do produtor. Mesmo sendo um valor de referência, ele serve como base para negociações entre indústria e fornecedor. Quando essa referência cai, a margem do produtor encolhe.

Na prática, o impacto é maior em quem tem custo fixo alto e pouca margem para reduzir despesas no curto prazo. Alimentação do rebanho, por exemplo, não espera. A vaca precisa comer todo dia, e a ração não costuma acompanhar a queda do leite na mesma velocidade.

Outro ponto que pesa é o caixa. Muitos produtores contam com o pagamento do leite para fechar o mês e honrar compromissos. Uma redução de mais de 8% obriga a rever prazos, renegociar contas e, em alguns casos, segurar investimentos planejados para o início do ano.

Como funciona o Conseleite

O Conseleite/MT é um conselho paritário que reúne representantes de produtores e da indústria. O objetivo é construir uma referência de valor para o leite, baseada em dados de mercado, custos e desempenho da cadeia leiteira.

Os valores divulgados não são preço mínimo nem máximo. Funcionam como um norte para o mercado, ajudando a dar mais previsibilidade às negociações. Cada contrato pode ter suas particularidades, mas a referência costuma pesar bastante na formação do preço final.

No caso de Mato Grosso, essa divulgação mensal é acompanhada de perto por produtores e laticínios, justamente por servir de termômetro do mercado lácteo no estado.

O que entra no cálculo

Os valores aprovados consideram o chamado leite base e também faixas de referência. Essas faixas variam conforme o volume médio mensal entregue pelo produtor e os parâmetros de qualidade do leite.

Quem entrega mais volume e mantém padrões de qualidade mais altos tende a acessar referências melhores. Já o produtor com menor escala ou com problemas recorrentes de qualidade acaba ficando nas faixas inferiores.

Outro detalhe importante é que os valores divulgados são para o leite entregue na propriedade, sem desconto de frete. Também já incluem o recolhimento do Funrural, na alíquota de 1,5%. Isso ajuda o produtor a ter uma noção mais clara do valor líquido que entra na conta.

Reflexo no mercado

A queda no valor de referência não acontece isoladamente. Ela reflete um conjunto de fatores do mercado lácteo, como oferta de leite, consumo de derivados, comportamento da indústria e condições econômicas mais amplas.

Quando a oferta cresce mais rápido que a demanda, a pressão sobre o preço do leite é quase inevitável. A indústria sente dificuldade em repassar custos, e isso acaba voltando para o produtor na forma de preços menores. Clique aqui e acompanhe o agro.

Para quem acompanha o dia a dia do mercado, esse movimento acende um sinal de alerta. É hora de acompanhar de perto os indicadores, conversar com a indústria e buscar eficiência dentro da porteira.

Ajustes na propriedade

Diante de um cenário de preço em queda, o produtor precisa agir com cautela. O primeiro passo é conhecer bem o próprio custo de produção. Saber quanto custa produzir cada litro de leite é o que permite decidir onde dá para ajustar sem comprometer o rebanho.

Rever manejo alimentar, reduzir desperdícios, melhorar índices zootécnicos e cuidar da qualidade do leite são medidas que ajudam a proteger a margem. Nem sempre é possível cortar custos rapidamente, mas pequenos ajustes somados fazem diferença ao longo do mês.

Também vale reforçar o diálogo com a cooperativa ou o laticínio. Entender como a indústria está enxergando o mercado e quais critérios pesam mais na formação do preço pode ajudar o produtor a se posicionar melhor.

O momento pede pé no chão. O preço do leite oscila, e quem consegue atravessar os períodos de baixa com organização costuma estar mais preparado quando o mercado reage.

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Escrito por

Redação

Especialista em notícias e análises do mercado agropecuário.