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Frente fria: Alerta de chuva e mudança de temperatura no Brasil

Publicado: 19/01/2026
Frente fria: Alerta de chuva e mudança de temperatura no Brasil

Frente fria causa alerta de chuvas intensas e queda de temperatura no Sul e Sudeste do Brasil. Confira as áreas afetadas e a previsão para os próximos dias a seguir

No Sul e no Sudeste, o alerta é para chuva forte, risco de temporais e variação rápida de temperatura. Já no Centro-Oeste e em partes do Norte e Nordeste, o sistema ajuda a espalhar instabilidades, ampliando o período de umidade. É aquele cenário que exige atenção redobrada, conversa no sindicato e ajuste fino no manejo diário.

Impacto no campo

Chuva é bem-vinda, mas na medida certa. Onde o solo já está encharcado, o excesso vira problema rápido. Máquinas param, colheita atrasa e o custo sobe. Em áreas de grãos no Sul, especialmente soja e milho, a preocupação maior é com a janela de colheita e a qualidade do produto. Umidade elevada favorece perdas, aumenta risco de grãos ardidos e complica a logística.

Na pecuária, a mudança de temperatura exige atenção com o gado, principalmente em regiões onde o frio chega mais firme depois de dias quentes. A oscilação térmica costuma refletir em queda de ganho de peso e maior demanda por manejo sanitário. Pastagens podem responder bem à umidade, mas o pisoteio em solo molhado cobra seu preço.

Quem trabalha com hortaliças, frutas e culturas mais sensíveis sente primeiro. Chuva intensa pode provocar danos diretos, aumentar pressão de doenças e exigir mais gasto com defensivos. É hora de reforçar drenagem, revisar áreas mais baixas e acompanhar de perto o desenvolvimento das lavouras.

Onde chove mais

Os maiores volumes de chuva se concentram no Sul e no Sudeste. As áreas de maior risco incluem o norte e nordeste do Rio Grande do Sul, todo o território de Santa Catarina e do Paraná. Em São Paulo, o centro-norte e o leste do estado entram em alerta, assim como o centro-sul e o Triângulo Mineiro em Minas Gerais.

No Rio de Janeiro, o norte do estado pode registrar pancadas mais intensas, enquanto o sul do Espírito Santo também merece atenção. No leste paulista, os acumulados podem passar dos 100 milímetros, volume suficiente para causar alagamentos, erosão e transtornos no campo e na cidade.

Durante a noite, a tendência é de redução das chuvas em boa parte das localidades, mas algumas áreas seguem sob risco. O leste e o norte de Santa Catarina, o litoral do Paraná e o sul e centro-norte de São Paulo continuam no radar para episódios de chuva mais persistente. Clique aqui e acompanhe o agro.

Queda de temperatura

Junto com a frente fria, uma massa de ar mais frio avança sobre o centro-sul do Brasil. A queda de temperatura não deve ser extrema, mas é suficiente para mudar o conforto térmico no campo. Depois de dias abafados, o frio chega rápido, especialmente nas madrugadas.

Para o produtor, isso significa ajuste no manejo. Na pecuária leiteira, por exemplo, vacas sentem a mudança e podem reduzir produção se não houver cuidado com abrigo e alimentação. Em granjas, a atenção com ambiência evita estresse e perda de desempenho.

Em lavouras, a temperatura mais baixa ajuda a reduzir evaporação, mas combinada com alta umidade cria ambiente favorável para doenças fúngicas. Monitoramento constante e aplicação no momento certo fazem diferença no resultado final da safra.

ZCAS em formação

A frente fria favorece a formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul. Esse sistema mantém um corredor de umidade ativo sobre o país, prolongando o período de chuvas no centro-norte do Brasil ao longo da semana.

Com a ZCAS atuando, as instabilidades se espalham. O Centro-Oeste entra no mapa de atenção, assim como áreas da Bahia, do Maranhão, do Piauí e da Região Norte. Não se trata apenas de pancadas isoladas, mas de dias seguidos com céu carregado e solo recebendo água de forma contínua.

Para quem planta nessa faixa do país, o cenário ajuda no desenvolvimento das lavouras, mas exige cuidado com erosão, lixiviação de nutrientes e dificuldade de acesso às áreas. Estradas vicinais sofrem, o escoamento fica mais lento e o planejamento precisa ser revisto quase dia a dia.

Decisão do produtor

Em semanas como esta, informação vale dinheiro. Acompanhar a previsão com frequência, ajustar cronograma e conversar com técnicos evita prejuízo maior. Não é hora de forçar operação em solo encharcado nem de apostar em janela curta sem margem de segurança.

Quem ainda vai plantar precisa avaliar bem a condição do solo. Umidade em excesso compromete germinação e estande. Já quem está colhendo deve priorizar áreas mais adiantadas e monitorar qualidade do produto armazenado, principalmente onde a chuva aperta mais.

No fim das contas, a frente fria reforça uma velha lição do campo: clima manda, produtor se adapta. Com planejamento, atenção e pé no chão, dá para atravessar o período de instabilidade com menos susto e manter a atividade rodando.

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Escrito por

Redação

Especialista em notícias e análises do mercado agropecuário.