A boa distribuição das chuvas de janeiro a maio contribuíu para a safra recorde de milho que está sendo colhida em Mato Grosso. A análise das precipitações no período está no Boletim Meteorológico nº 3, publicado pela Embrapa Agrossilvipastoril

 

De acordo com a publicação, entre os meses de janeiro e abril as chuvas foram bem distribuídas em praticamente todo o estado, o que foi suficiente para o bom desenvolvimento das lavouras de milho 2ª safra. Apenas nas regiões sul e oeste houve um volume maior de precipitação em fevereiro, porém isso não chegou a afetar a semeadura e o crescimento das plantas.

A redução das chuvas em junho e julho, no entanto, não chegou a atrapalhar as lavouras que já estavam em fase de maturação e colheita.

O documento cita ainda que no segundo decêndio de maio as chuvas ficam acima da média e chegaram a provocar avarias pontuais em grãos colhidos, mas nada que tenha afetado a produtividade do estado.

De acordo com os dados da estação meteorológica da Embrapa Agrossilvipastoril, localizada em Sinop (MT), o volume total de chuvas no período, de 1.016,8 mm, ficou na média dos três anos anteriores, quando a estação começou a funcionar. Porém, as chuvas foram melhor distribuídas nos decêndios e nos meses em 2017. Essa melhor distribuição resultou na manutenção por mais tempo de um patamar elevado de água armazenada no solo.