Atualmente, apenas 10% dos 17,3 mil armazéns cadastrados na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão certificados, entretanto, a certificação é obrigatória para as pessoas jurídicas que prestam serviços remunerados de armazenagem a terceiros, de produtos agropecuários, seus derivados, subprodutos e resíduos de valores econômicos, inclusive de estoques públicos.

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De acordo com Flaviana Bim, especialista em certificação do GenesisGroup, referência em testes, análises e rastreabilidade para a cadeia do agroalimento, ao não seguir as recomendações da IN o produtor agrícola perde muitos benefícios proporcionados com a certificação dos armazéns. “A partir do momento em que as unidades armazenadoras operam sob os requisitos técnicos, a relação entre armazéns e setor produtivo se fortalece. A certificação é a garantia de que estão sendo cumpridas as boas práticas na armazenagem dos grãos, reduzindo as perdas observadas durante o processo e agregando valor à produção”.

“Quem possui um armazém certificado tem diferenciação frente aos concorrentes, associando a imagem do seu produto à conformidade do serviço, normas e regulamentos pré-estabelecidos, além de maior confiabilidade nas relações comerciais, facilidade de acesso ao mercado externo, entre outros. Mercado e consumidor estão aptos a investir mais recursos em produtos com garantia de procedência”, diz Flaviana Bim.

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