Segundo o Cepea, o mês de julho trouxe variações significativas no cenário do mercado de peixes e carnes no Brasil
As cotações da tilápia, um dos protagonistas do setor aquícola, apresentaram uma notável queda em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A sazonalidade invernal, caracterizada por um consumo doméstico reduzido, influenciou diretamente a demanda por tilápia, enfraquecendo as solicitações das indústrias e de outros segmentos, como Ceasas, feiras livres e o mercado de food service. O resultado foi uma limitação nas transações envolvendo a carne e o próprio animal.
Mercado de tilápia CEPEA
De acordo com informações fornecidas por colaboradores consultados pelo Cepea, julho testemunhou uma redução nas compras por parte das indústrias, Ceasas, feiras livres e do mercado de food service. Essa tendência diminuiu as movimentações comerciais envolvendo a tilápia. Ainda assim, o recuo nos preços foi suavizado pela persistente baixa oferta de animais no mercado.

O levantamento realizado pelo Cepea destaca as variações de preço em diferentes regiões. No Norte do Paraná, o valor médio pago ao produtor pela tilápia in natura ficou em R$ 9,50/kg em julho, representando uma baixa de 0,73% em relação a junho. Na região dos Grandes Lagos, que engloba o noroeste do estado de São Paulo e parte de Mato Grosso do Sul, a cotação média atingiu R$ 9,94/kg, refletindo um declínio de 2,17% na mesma comparação. No Oeste do Paraná, os preços alcançaram R$ 9,31/kg, indicando uma queda de 0,75% em relação ao mês anterior. Já na praça de Morada Nova de Minas (MG), a média da tilápia foi de R$ 9,30/kg, exibindo uma ligeira redução de 0,11% em comparação a junho.
Ao vislumbrar o segundo semestre de 2023, a expectativa dos agentes do setor é que a oferta de tilápia permaneça em baixa. Mesmo com a diminuição no valor pago pelo animal, a margem do produtor não sofreu uma pressão tão intensa, pois os custos de produção também experimentaram quedas.

Enquanto o mercado de tilápia enfrentava oscilações, outras commodities do agronegócio brasileiro também passaram por mudanças. Os preços do milho encerraram julho em declínio no mercado nacional, um movimento impulsionado pelo avanço da colheita e pelas flutuações no mercado internacional ao longo do mês. Por sua vez, o farelo de soja apresentou um cenário diferente, com indústrias mais ativas nas aquisições da soja em grão devido à robusta demanda por derivados e às perspectivas de aumento na busca externa.





